Vai rolar: IPCA-15 e balanço da Vale
[28/04/26] Na primeira de uma série de decisões de política monetária da semana, o BoJ manteve o juro no Japão em 0,75% nesta terça-feira, conforme o esperado.
Mas a decisão foi dividida (6 x 3), com os dissidentes defendendo um aperto monetário, em meio ao impasse na guerra entre Estados Unidos e Irã, que pressiona o petróleo e eleva os riscos inflacionários.
Amanhã, também o Fed deve estender a pausa, enquanto aqui o mercado está com a aposta fechada em um corte mais moderado no Copom, de 0,25pp.
Na agenda, o IPCA-15, às 9h, pode ampliar a cautela se surpreender negativamente. O dia será, ainda, movimentado pelos dados da arrecadação, expectativa com o balanço de Vale, após o fechamento, e repercussão dos resultados de Gerdau, que subiu no after hours em Nova York.
👉 Confira abaixo a agenda de hoje
- Indicadores
- ▪️ 09h00 – Brasil: IPCA-15 (abr)
- ▪️ 11h00 – Brasil: Receita Federal – Arrecadação (mar)
- ▪️ 11h00 – EUA: Conference Board – Confiança do consumidor (abr)
- Eventos
- ▪️ 07h00 – Brasil: AtlasIntel divulga pesquisa eleitoral
- ▪️ 10h00 – Brasil: Primeiro dia de reunião do Copom
- ▪️ 14h30 – Alemanha: Christine Lagarde (BCE) participa de evento
- ▪️ 16h00 – Brasil: Lula promulga acordo Mercosul–UE
- ▪️ China: Reunião do Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional
- Balanços
- ▪️ Exterior/antes da abertura – GM, Barclays, Airbus e BP
- ▪️ EUA/após o fechamento – Visa
- ▪️ Brasil/após o fechamento – Vale, Hypera e Neoenergia
Juros futuros sobem na esteira dos Treasuries em semana de Copom e Fed
Os juros futuros fecharam em alta nesta 2ªF, com destaque para o avanço dos vencimentos intermediários e longos, que acompanharam as taxas dos Treasuries.
Já os curtos registraram aumento mais contido, em semana de decisão do Copom, com expectativa de corte de 0,25 pp da Selic, para 14,5% ao ano, e também decisão do Fed, que deve manter os juros nos EUA.
Na agenda do dia, o Boletim Focus mostrou nova piora na projeção do mercado para o IPCA neste ano, de 4,80% para 4,86%.
E o Tesouro informou que a Dívida Pública Federal (DPF) caiu 2,34% em março sobre fevereiro, para R$ 8,633 trilhões.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,135% (de 14,104% no ajuste anterior); Jan/28 a 13,760% (13,643%); Jan/29 a 13,615% (13,480%); Jan/31 a 13,635% (13,517%); e Jan/33 a 13,690% (13,590%).
Fechamento: Ibovespa cai abaixo dos 190 mil pontos com aversão ao risco e BCs no radar; dólar recua
A cautela mais uma vez prevaleceu e o Ibovespa caiu pela quarta sessão consecutiva.
O indicador fechou em baixa de 0,61%, na mínima de 189.578,79 pontos, abrindo uma semana com decisões de juros no radar, aqui e no exterior, em meio às incertezas sobre a guerra o Irã.
O giro ficou bem abaixo do usual, em R$ 20,6 bilhões. Entre as blue chips, somente Petrobras avançou hoje (PN +0,45%, a R$ 47,37; e ON +0,34%, a R$ 52,42), ainda assim de forma tímida em relação à alta firme do petróleo.
Às vésperas do balanço trimestral, a Vale recuou 0,43% (R$ 85,50), ante um minério de ferro estável, enquanto os principais bancos também apresentaram correção: Itaú PN -0,86% (R$ 43,99), Bradesco PN -0,95% (R$ 19,73), BTG -0,61% (R$ 60,51), BB -0,84% (mínima de R$ 22,51) e Santander -0,03% (R$ 29,67).
Cury liderou as perdas do índice com -7,76% (R$ 30,20), seguida de Hapvida (-6,67%; R$ 13,15) e Cyrela PN (-6,44%; R$ 22,66).
Do lado positivo, Usiminas PNA ficou no topo com +6,96% (R$ 8,14), acompanhada de Prio (+2,75%; R$ 64,35) e Assaí (+1,70%; R$ 9,58).
O dólar fechou em baixa de 0,32%, a R$ 4,9821.
Fechamento dos Mercados
▫️ IBOVESPA: -0,61% | 189.578,79 pts
▫️ DOW JONES: -0,13% | 49.167,79 pts
▫️ S&P500: +0,12% | 7.173,91 pts
▫️ NASDAQ: +0,20% | 24.887,10 pts
▫️ DÓLAR: -0,32% | R$ 4,9821
▫️ EURO: -0,79% | R$ 5,8396
▫️ BITCOIN: -1,71% | US$ 76.902,00