Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o alívio tático nas negociações reduziu a aversão ao risco, mas o cenário geopolítico segue pressionando o petróleo, acima de US$ 100. Bolsas em NY ficaram estáveis, enquanto no Brasil o Ibovespa renovou sequência de altas e o dólar fechou em R$ 5,15. A balança comercial surpreendeu com superávit acima do esperado.

Vai rolar: Ata do Fed no radar

[08/04/26] A uma hora e meia do deadline ao Irã, o presidente dos Estados Unidos suspendeu, por duas semanas, os ataques que prometiam matar “uma civilização inteira, para nunca mais ser trazida de volta”.

Trump atendeu a uma proposta intermediada pelo Paquistão junto a Washington e Teerã, que se comprometeu com a abertura imediata do Estreito de Ormuz durante esse período, quando o cessar-fogo bilateral abrirá espaço para prosseguirem as negociações.

Os mercados já antecipavam um desfecho menos catastrófico, tanto que os movimentos de cautela foram contidos, nesta terça-feira. Na abertura do pregão asiático, o petróleo furava os US$ 100 e os futuros de Nova York subiam.

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Juros futuros mostram alívio no fim do dia com proposta do Paquistão de cessar-fogo no Irã

Os juros futuros reduziram os prêmios na última hora da sessão, acompanhando a melhora nos demais mercados com a proposta do Paquistão, de um cessar-fogo de duas semanas pelos EUA e de reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã no mesmo período.

Mais cedo, as taxas avançaram em meio a preocupações com o impacto inflacionário de uma possível continuidade da guerra.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,145%, na mínima do dia (de 14,046% no ajuste anterior); Jan/28 a 13,790% (13,736%); Jan/29 a 13,680% (13,680%); Jan/31 a 13,745% (13,797%); e Jan/33 a 13,820% (13,878%).