Vai rolar: Ata do Fed no radar

[08/04/26] A uma hora e meia do deadline ao Irã, o presidente dos Estados Unidos suspendeu, por duas semanas, os ataques que prometiam matar “uma civilização inteira, para nunca mais ser trazida de volta”.

Trump atendeu a uma proposta intermediada pelo Paquistão junto a Washington e Teerã, que se comprometeu com a abertura imediata do Estreito de Ormuz durante esse período, quando o cessar-fogo bilateral abrirá espaço para prosseguirem as negociações.

Os mercados já antecipavam um desfecho menos catastrófico, tanto que os movimentos de cautela foram contidos, nesta terça-feira. Na abertura do pregão asiático, o petróleo furava os US$ 100 e os futuros de Nova York subiam.

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Juros futuros mostram alívio no fim do dia com proposta do Paquistão de cessar-fogo no Irã

Os juros futuros reduziram os prêmios na última hora da sessão, acompanhando a melhora nos demais mercados com a proposta do Paquistão, de um cessar-fogo de duas semanas pelos EUA e de reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã no mesmo período.

Mais cedo, as taxas avançaram em meio a preocupações com o impacto inflacionário de uma possível continuidade da guerra.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,145%, na mínima do dia (de 14,046% no ajuste anterior); Jan/28 a 13,790% (13,736%); Jan/29 a 13,680% (13,680%); Jan/31 a 13,745% (13,797%); e Jan/33 a 13,820% (13,878%).

Fechamento: Ibovespa fecha quase estável mais uma vez diante da cautela global com guerra no Irã

A bolsa brasileira teve uma sessão volátil, em linha com NY, na qual predominou a cautela diante das incertezas quanto aos próximos capítulos da guerra entre EUA/Israel e Irã.

Hoje à noite (21h de Brasília) termina o ultimato dado por Trump para um acordo.

Pelo terceiro pregão consecutivo, o Ibovespa fechou praticamente estável, com leve alta de 0,05% hoje, na máxima de 188.258,91 pontos.

O giro ficou em R$ 26,4 bilhões.

Entre as blue chips, Petrobras recuou (PN -0,88%, a R$ 48,51; e ON -0,28%, a R$ 53,56), diante do comportamento misto dos preços do petróleo.

Já a Vale contrariou a queda do minério de ferro (-0,26%) e subiu 0,72% (R$ 83,69), ao passo que os principais bancos seguiram sem direção única: Itaú PN -0,07% (R$ 43,46), Santander -0,97% (R$ 30,76), Bradesco PN +0,68% (máxima de R$ 19,21), BTG +0,87% (R$ 58,21) e BB +0,04% (R$ 23,44).

Braskem PNA liderou os ganhos do índice com +7,26% (R$ 9,01), seguida de Rumo (+2,95%; R$ 16,40) e RD Saúde (+2,25%; R$ 22,28).

Na outra ponta, MRV foi a que mais caiu (-9,75%; R$ 7,19), após prévia operacional do 1TRI26. Suzano vem a seguir com -6,39% (R$ 46,43), acompanhada de Cyrela PN (-5,65%; R$ 23,40).

O dólar à vista fechou em leve alta de 0,17%, a R$ 5,1550.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: +0,05% | 188.258,91 pts

▫️ DOW JONES: -0,18% | 46.584,46 pts

▫️ S&P500: +0,08% | 6.616,85 pts

▫️ NASDAQ: +0,10% | 22.017,85 pts

▫️ DÓLAR: +0,17% | R$ 5,1550

▫️ EURO: +0,81% | R$ 5,9766

▫️ BITCOIN: -1,08% | US$ 69.028,00