Vai rolar: Ata do Fed no radar
[08/04/26] A uma hora e meia do deadline ao Irã, o presidente dos Estados Unidos suspendeu, por duas semanas, os ataques que prometiam matar “uma civilização inteira, para nunca mais ser trazida de volta”.
Trump atendeu a uma proposta intermediada pelo Paquistão junto a Washington e Teerã, que se comprometeu com a abertura imediata do Estreito de Ormuz durante esse período, quando o cessar-fogo bilateral abrirá espaço para prosseguirem as negociações.
Os mercados já antecipavam um desfecho menos catastrófico, tanto que os movimentos de cautela foram contidos, nesta terça-feira. Na abertura do pregão asiático, o petróleo furava os US$ 100 e os futuros de Nova York subiam.
👉 Confira abaixo a agenda de hoje
- Indicadores
- ▪️ 03h00 – Alemanha: Encomendas à indústria (fev)
- ▪️ 06h00 – Zona do euro: Vendas do varejo (fev)
- ▪️ 06h00 – Zona do euro: PPI (fev)
- ▪️ 08h00 – Brasil: IGP-DI (mar)
- ▪️ 08h00 – Brasil: IPC-S (1ª quadrissemana de abr)
- ▪️ 11h00 – Brasil: Anfavea – Produção de veículos (mar)
- ▪️ 11h30 – EUA: Estoques de petróleo
- ▪️ 14h30 – Brasil: BC – Fluxo cambial semanal
- Eventos
- ▪️ 09h00 – Brasil: Nilton David (BC) palestra em evento do Bradesco BBI, em São Paulo
- ▪️ 10h00 – Brasil: Gabriel Galípolo (BC) participa de CPI do Crime Organizado
- ▪️ 14h05 – EUA: Mary Daly (Fed) participa de evento
- ▪️ 15h00 – EUA: Fed divulga ata da última decisão
- ▪️ 15h35 – EUA: Christopher Waller (Fed) participa de evento
Juros futuros mostram alívio no fim do dia com proposta do Paquistão de cessar-fogo no Irã
Os juros futuros reduziram os prêmios na última hora da sessão, acompanhando a melhora nos demais mercados com a proposta do Paquistão, de um cessar-fogo de duas semanas pelos EUA e de reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã no mesmo período.
Mais cedo, as taxas avançaram em meio a preocupações com o impacto inflacionário de uma possível continuidade da guerra.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,145%, na mínima do dia (de 14,046% no ajuste anterior); Jan/28 a 13,790% (13,736%); Jan/29 a 13,680% (13,680%); Jan/31 a 13,745% (13,797%); e Jan/33 a 13,820% (13,878%).
Fechamento: Ibovespa fecha quase estável mais uma vez diante da cautela global com guerra no Irã
A bolsa brasileira teve uma sessão volátil, em linha com NY, na qual predominou a cautela diante das incertezas quanto aos próximos capítulos da guerra entre EUA/Israel e Irã.
Hoje à noite (21h de Brasília) termina o ultimato dado por Trump para um acordo.
Pelo terceiro pregão consecutivo, o Ibovespa fechou praticamente estável, com leve alta de 0,05% hoje, na máxima de 188.258,91 pontos.
O giro ficou em R$ 26,4 bilhões.
Entre as blue chips, Petrobras recuou (PN -0,88%, a R$ 48,51; e ON -0,28%, a R$ 53,56), diante do comportamento misto dos preços do petróleo.
Já a Vale contrariou a queda do minério de ferro (-0,26%) e subiu 0,72% (R$ 83,69), ao passo que os principais bancos seguiram sem direção única: Itaú PN -0,07% (R$ 43,46), Santander -0,97% (R$ 30,76), Bradesco PN +0,68% (máxima de R$ 19,21), BTG +0,87% (R$ 58,21) e BB +0,04% (R$ 23,44).
Braskem PNA liderou os ganhos do índice com +7,26% (R$ 9,01), seguida de Rumo (+2,95%; R$ 16,40) e RD Saúde (+2,25%; R$ 22,28).
Na outra ponta, MRV foi a que mais caiu (-9,75%; R$ 7,19), após prévia operacional do 1TRI26. Suzano vem a seguir com -6,39% (R$ 46,43), acompanhada de Cyrela PN (-5,65%; R$ 23,40).
O dólar à vista fechou em leve alta de 0,17%, a R$ 5,1550.
Fechamento dos Mercados
▫️ IBOVESPA: +0,05% | 188.258,91 pts
▫️ DOW JONES: -0,18% | 46.584,46 pts
▫️ S&P500: +0,08% | 6.616,85 pts
▫️ NASDAQ: +0,10% | 22.017,85 pts
▫️ DÓLAR: +0,17% | R$ 5,1550
▫️ EURO: +0,81% | R$ 5,9766
▫️ BITCOIN: -1,08% | US$ 69.028,00