Petróleo desaba após cessar-fogo temporário entre EUA e Irã, apesar de Ormuz seguir fechado
Os contratos futuros de petróleo despencaram nesta 4ªF, reagindo ao anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre EUA/Israel e Irã, enquanto as partes buscam um acordo de paz.
Os termos da trégua incluíam a reabertura e passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz, mas um ataque de Israel ao Líbano fez os iranianos recuarem e o tráfego segue interrompido.
Enquanto isso, Teerã planeja exigir que os armadores paguem pedágios em criptomoeda para atravessar o Estreito, segundo reportagem do Financial Times.
“Não acho que veremos uma normalização nessas duas semanas”, disse Tomer Raanan, analista de risco marítimo da Lloyd’s List, à CNBC.
Os armadores com navios presos no Golfo Pérsico tentarão sair, se possível, mas provavelmente relutarão em enviar os navios de volta, afirmou.
No fechamento de hoje, o contrato do Brent para junho caiu 13,28%, a US$ 94,75 por barril na ICE, enquanto o WTI para maio desabou 16,41%, a US$ 94,41 por barril na Nymex.
Ouro sobe após cessar-fogo temporário no Oriente Médio e recuo do dólar
O ouro subiu firme nesta 4ªF, após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã enquanto as partes buscam um acordo efetivo de paz.
A notícia reduziu as tensões no Oriente Médio e derrubou o dólar e o petróleo.
A moeda americana registrava há pouco desvalorização de 0,96% (DXY) frente a pares, enquanto o petróleo negociava abaixo de US$ 95 o barril.
Os investidores estão atentados agora aos desdobramentos do conflito após Israel ter atacado o Líbano, o que o Irã considerou uma violação da trégua, prometendo responder “com força”.
Uma primeira medida foi recuar do plano de reabrir o Estreito de Ormuz.
No fechamento, o contrato do metal precioso para junho subiu 2%, cotado a US$ 4.777,20 por onça-troy na Comex.
Giro das 15h: Trégua “meia-boca” não estraga festa do mercado; bolsas disparam e petróleo derrete
Os mercados seguem em clima de festa na tarde desta 4ª feira, ainda repercutindo as sinalizações dadas ontem à noite por Trump e pelo Irã a favor de um cessar-fogo.
O movimento ocorre apesar das últimas notícias vindas do Oriente Médio mostrarem que, na prática, a trégua ainda não aconteceu plenamente.
O Irã decidiu fechar novamente o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra o Kuwait e outros países da região, em retaliação à violenta ofensiva de Israel contra o Líbano.
Já Trump alegou que o Líbano não faz parte do acordo de cessar-fogo e o Paquistão alertou para os riscos de violações, que podem afetar as negociações de paz, agendadas para 6ª feira.
Em NY, as bolsas sobem forte (Dow Jones +2,68%; S&P500 +2,47%; Nasdaq +2,90%), e são acompanhadas pelo Ibovespa (+2,19%, aos 192.372 pontos).
O índice renovou seu recorde de máxima intradia (193.759,01), superando a marca de 25 de fevereiro (192.623,56).
Petrobras ON (-5,90%) e PN (-5,38%) e outras petroleiras impedem uma alta maior do índice brasileiro, seguindo o tombo do petróleo
A commodity é negociado abaixa dos US$ 100 por barril (Brent/junho -12,79%, a US$ 95,29; WTI/maio -15,33%, a US$ 95,63).
O dólar à vista também mostra alívio expressivo (-1,13%, a R$ 5,0970), em linha com o recuo da moeda norte-americana frente aos pares (DXY -0,89%, aos 98.969 pontos).
O cenário de menor pressão inflacionária leva os juros futuros a queimarem prêmios em toda a curva (Jan/27 a 13,915%; Jan/28 a 13,395%; Jan/33 a 13,525%).