Juros futuros queimam prêmios após tombos do petróleo e do dólar, com investidor revendo apostas para corte da Selic
Os juros futuros seguiram o clima positivo dos demais mercados com o cessar-fogo no Oriente Médio e queimaram prêmios em toda a curva nesta 4ªF.
A forte queda do petróleo e o recuo do dólar ajudaram a aliviar as preocupações com o impacto da guerra sobre a inflação e a atividade econômica, com o mercado reavaliando as apostas de corte da Selic na reunião do Copom no fim deste mês.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,925% (de 14,254% no ajuste anterior); Jan/28 a 13,435% (13,933%); Jan/29 a 13,345% (13,822%); Jan/31 a 13,485% (13,881%); e Jan/33 a 13,585% (13,935%).
Fechamento: Ibovespa sobe forte e bate duplo recorde com cessar-fogo temporário no Oriente Médio; dólar cai a R$ 5,10
A bolsa subiu forte nesta 4ªF, estabelecendo novos recordes de fechamento e máxima intradia – superando as marcas do fim de fevereiro deste ano.
O Ibovespa terminou em alta de 2,09%, aos 192.201,16 pontos, após avançar 2,92% no pico da sessão (193.759,01 pontos), na esteira do otimismo global com o cessar-fogo temporário entre EUA e Irã, e mesmo diante de violações na trégua por parte de Israel.
O giro no pregão de hoje ficou em R$ 41,8 bilhões, refletindo o fluxo intenso de recursos estrangeiros.
Entre as blue chips, destaque para a Vale, que ignorou a queda do minério de ferro (-1,35%) e avançou 2,27% (R$ 85,59), e para os bancos: BTG +6,72% (R$ 62,12), Bradesco PN +5,00% (R$ 20,17), BB +4,48% (R$ 24,49), Itaú PN +3,50% (R$ 44,98) e Santander +2,11% (R$ 31,41).
A Petrobras seguiu a derrocada do petróleo e caiu forte: ON -4,42% (R$ 51,19) e PN -3,92% (R$ 46,61), ocupando a segunda e terceira maiores quedas do índice. A liderança negativa ficou com outra empresa do setor, a Prio (-5,49%; R$ 64,10).
Do lado positivo, Hapvida ocupou o topo com +9,06% (R$ 11,19), após aumento de participação dos controladores na companhia, seguida de Vamos (+7,91%; R$ 3,82) e Direcional (+7,88%; R$ 13,82).
O dólar à vista fechou em baixa de 1,01%, a R$ 5,1029.
Fechamento dos Mercados
▫️ IBOVESPA: +2,09% | 192.201,16 pts
▫️ DOW JONES: +2,85% | 47.909,92 pts
▫️ S&P500: +2,51% | 6.782,81 pts
▫️ NASDAQ: +2,80% | 22.635,00 pts
▫️ DÓLAR: -1,01% | R$ 5,1029
▫️ EURO: -1,23% | R$ 5,9543
▫️ BITCOIN: +2,82% | US$ 71.270,00
Dólar recua a R$ 5,10 com tentativa de trégua no Oriente Médio
O dólar à vista fechou com baixa expressiva nesta 4ªF, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana no exterior e refletindo o maior apetite por risco dos investidores, após EUA e Irã concordarem com um cessar-fogo de duas semanas.
A queda da moeda, porém, foi limitada por notícias de que Israel atacou o Líbano, o que, do ponto de vista do Irã, representa um desrespeito à trégua e justificaria novo fechamento do Estreito de Ormuz.
Já Trump argumentou que a paz no Líbano estaria fora do acordo.
Na agenda doméstica, o BC informou que o fluxo cambial total ficou negativo em US$ 6,335 bilhões em março, com forte saída pela conta financeira (US$ 14,069 bi).
Apenas na semana passada, o fluxo total ficou negativo em US$ 2,655 bilhões.
O dólar à vista fechou em baixa de 1,01%, a R$ 5,1029, após oscilar entre R$ 5,0656 e R$ 5,1188.
Às 17h03, o dólar futuro para maio recuava 0,99%, a R$ 5,1270. Lá fora, o índice DXY caía 0,85%, para 99,008 pontos.
O euro subia 0,60%, a US$ 1,1668. E a libra ganhava 0,81%, a US$ 1,3406.