Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a sinalização de cessar-fogo entre EUA e Irã reduziu o risco geopolítico e derrubou o petróleo abaixo de US$ 100, aliviando pressões inflacionárias. O movimento impulsionou bolsas globais, enfraqueceu o dólar e levou o Ibovespa a novas máximas, com fechamento da curva de juros no Brasil.

Vai rolar: Dia tem Galípolo, PCE e PIB dos EUA

[09/04/26] Os futuros de Nova York oscilavam na abertura do pregão asiático, enquanto o petróleo voltava a subir, com os investidores mais cautelosos diante dos sinais de fragilidade do acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio.

Os ataques de Israel ao Líbano foram considerados uma violação do cessar-fogo pelo Irã, que decidiu manter o Estreito de Ormuz fechado.

A Casa Branca pega leve e confirma o início das conversas no sábado, em Islamabad, Paquistão, mas Teerã já avisou que, nesses termos, as negociações são inviáveis.

Na agenda dos indicadores, o PCE dos Estados Unidos (9h30) é o destaque, com a expectativa de que poderá trazer o impacto da alta do petróleo na inflação.

👉 Confira abaixo a agenda de hoje

Juros futuros queimam prêmios após tombos do petróleo e do dólar, com investidor revendo apostas para corte da Selic

Os juros futuros seguiram o clima positivo dos demais mercados com o cessar-fogo no Oriente Médio e queimaram prêmios em toda a curva nesta 4ªF.

A forte queda do petróleo e o recuo do dólar ajudaram a aliviar as preocupações com o impacto da guerra sobre a inflação e a atividade econômica, com o mercado reavaliando as apostas de corte da Selic na reunião do Copom no fim deste mês.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,925% (de 14,254% no ajuste anterior); Jan/28 a 13,435% (13,933%); Jan/29 a 13,345% (13,822%); Jan/31 a 13,485% (13,881%); e Jan/33 a 13,585% (13,935%).