No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a sinalização de cessar-fogo entre EUA e Irã reduziu o risco geopolítico e derrubou o petróleo abaixo de US$ 100, aliviando pressões inflacionárias. O movimento impulsionou bolsas globais, enfraqueceu o dólar e levou o Ibovespa a novas máximas, com fechamento da curva de juros no Brasil.
[09/04/26] Os futuros de Nova York oscilavam na abertura do pregão asiático, enquanto o petróleo voltava a subir, com os investidores mais cautelosos diante dos sinais de fragilidade do acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio.
Os ataques de Israel ao Líbano foram considerados uma violação do cessar-fogo pelo Irã, que decidiu manter o Estreito de Ormuz fechado.
A Casa Branca pega leve e confirma o início das conversas no sábado, em Islamabad, Paquistão, mas Teerã já avisou que, nesses termos, as negociações são inviáveis.
Na agenda dos indicadores, o PCE dos Estados Unidos (9h30) é o destaque, com a expectativa de que poderá trazer o impacto da alta do petróleo na inflação.
👉 Confira abaixo a agenda de hoje
Indicadores
▪️ 05h00 – Fipe: IPC (1ª quadrissemana de abr)
▪️ 09h00 – Brasil: Produção Industrial Regional (fev)
▪️ 09h30 – EUA: Pedidos de auxílio-desemprego
▪️ 09h30 – EUA: PCE (fev)
▪️ 09h30 – EUA: PIB (4º tri, final)
▪️ 11h00 – EUA: Estoques no atacado (fev)
▪️ 22h30 – China: CPI (mar)
Eventos
▪️ 04h40 – Bélgica: Andrew Bailey (BoE) testemunha no Parlamento Europeu
▪️ 09h00 – Brasil: Galípolo, Nilton David e Picchetti participam do prêmio Top 5 do BC, em SP
Juros futuros queimam prêmios após tombos do petróleo e do dólar, com investidor revendo apostas para corte da Selic
Os juros futuros seguiram o clima positivo dos demais mercados com o cessar-fogo no Oriente Médio e queimaram prêmios em toda a curva nesta 4ªF.
A forte queda do petróleo e o recuo do dólar ajudaram a aliviar as preocupações com o impacto da guerra sobre a inflação e a atividade econômica, com o mercado reavaliando as apostas de corte da Selic na reunião do Copom no fim deste mês.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,925% (de 14,254% no ajuste anterior); Jan/28 a 13,435% (13,933%); Jan/29 a 13,345% (13,822%); Jan/31 a 13,485% (13,881%); e Jan/33 a 13,585% (13,935%).