Semana termina com recuperação de parte do susto de 6ªF passada

A semana foi turbulenta em Brasília, diante da tentativa de Hugo Motta de “limpar” a pauta da Câmara, colocando em votação projetos de interesse do governo como o do devedor contumaz, e da oposição, com a dosimetria.

As tão aguardadas decisões de política monetária do Fed e do Copom não trouxeram maiores surpresas, levando o mercado a rever as apostas de novo corte de juros nos EUA e de início de afrouxamento da Selic em janeiro.

O mercado recuperou parte do susto de sexta-feira passada com a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, após lideranças do Centrão rejeitarem apoio ao filho de Bolsonaro, o que deixa no ar uma esperança de que Tarcísio ainda possa se tornar candidato à Presidência em 2026.

Bom fim de semana!

Fechamento: Bancos impulsionam o Ibovespa após EUA derrubarem sanções contra Moraes

O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira e retomou o patamar dos 160 mil pontos. As ações de bancos lideraram o bom desempenho do índice, aliviados depois que o Tesouro americano derrubou as sanções pela Lei Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e sua esposa.

Mas o Ibovespa já vinha de bom desempenho no começo da sessão, com o corte de juros do Fed e manutenção do Copom na quarta-feira favorecendo operações de carry trade.

O Ibovespa fechou em alta de 0,99%, aos 160.766,37 pontos, com volume de R$ 22,9 bilhões.

Entre os destaques, estão os bancos: BB ON (+0,60%, a R$ 21,70); Itaú PN (+0,89%, a R$ 39,76); e Bradesco PN (+0,65%, a R$ 18,66). Santander Unit (-0,09%, a R$ 31,95) foi na contramão e fechou negativo.

Petrobras ON (+1,22%, a R$ 33,28) e PN (+1,06%, a R$ 31,59) também contribuíram para o bom humor. Já Vale teve leve queda de 0,06% (R$ 68,61).

Na semana, o principal índice da bolsa brasileira avançou 2,16%.

O dólar à vista fechou em alta de 0,12%, a R$ 5,4108. Na semana americana, a moeda recuou 0,39%.

Por sua vez, a aversão ao risco predominou em NY, com o setor de tecnologia mais impactado diante das preocupações do mercado com empresas ligadas à inteligência artificial.

Assim, passando por correção, após os recordes de fechamento da véspera, Dow Jones caiu 0,51% (48.458,05) e S&P500 recuou 1,07% (6.827,41). Nasdaq perdeu 1,69% (23.195,17). Na semana, os índices ficaram mistos. Dow Jones ganhou 1,05%. S&P500 caiu 0,63% e Nasdaq cedeu 1,62%.

Os retornos dos Treasuries também ficaram sem direção única.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: +0,99% | 160.766,37 pts

▫️ DOW JONES: -0,51% | 48.458,05 pts

▫️ S&P500: -1,07% | 6.827,41 pts

▫️ NASDAQ: -1,69% | 23.195,17 pts

▫️ DÓLAR: +0,12% | R$ 5,4108

▫️ EURO: +0,22% | R$ 6,3613

▫️ BITCOIN: -2,92% | US$ 90.241,00

Juros futuros passam por ajuste mais acentuado, de olho em possível corte mais agressivo da Selic em 2026

Os juros futuros registraram queda firme nesta sexta-feira, em uma sessão de maior apetite por risco e de novas avaliações sobre os próximos passos do Copom.

Segundo o Valor, agentes do mercado avaliam que, diante do nível ainda muito alto dos juros e um ciclo de redução da Selic se aproximando, é possível que o BC faça cortes mais agressivos em 2026 do que o mercado está projetando neste momento.

Na agenda do dia, o IBGE informou que o volume de serviços subiu 0,3% em outubro frente ao mês anterior. Foi o 9º resultado positivo seguido, período em que o volume acumulou alta de 3,7%.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,635%, na mínima do dia (de 13,747% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,015% (13,163%); Jan/31 a 13,315% (13,440%); e Jan/33 a 13,450% (13,559%).