A bola agora está com o Fed
A expectativa de corte de juros pelo Fed em setembro, que ganhou força após fala de Jerome Powell em Jackson Hole na semana passada, ajudou a derrubar o dólar e turbinar os ganhos da bolsa brasileira neste mês de agosto, junto com as pesquisas eleitorais que mostraram recuperação de Tarcísio de Freitas na disputa à Presidência em 2026.
Apesar das turbulências provocadas por Donald Trump com suas tarifas e ameaças à independência do Fed, Wall Street também não tem do que reclamar dos ganhos deste mês. Agora, a bola está com o Fed, que decidirá no dia 17/9 se vai mesmo iniciar o ciclo de afrouxamento.
No Brasil, o início do julgamento de Bolsonaro no STF na próxima semana deve aumentar o ruído político em meio à tentativa do governo de aprovar a reforma do Imposto de Renda, com isenção para quem ganha até R$ 5 mil, mas com ameaças da oposição de derrubar a taxação dos mais ricos, que seria usada para compensar a medida.
Bom fim de semana!
Juros longos têm leve correção, com déficit público pouco acima do esperado
Os juros futuros fecharam com oscilações modestas nesta sexta-feira, com curtos praticamente estáveis e longo em leve alta, corrigindo parte da forte queda de ontem, provocada pelo cenário eleitoral.
O mercado acompanhou a recuperação do dólar e também monitorou o déficit primário do setor público consolidado, que ficou em R$ 66,6 bilhões em julho, pouco acima da previsão do mercado, de déficit de R$ 63,25 bilhões.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,890% (de 14,890% no ajuste anterior); Jan/27 a 13,970% (13,935%); Jan/29 a 13,205% (13,135%); Jan/31 a 13,505% (13,448%); e Jan/33 a 13,680% (13,630%).
Fechamento: Ibovespa sobe e alcança novo recorde
O Ibovespa terminou em alta de 0,26% nesta sexta-feira, cravando um novo recorde de fechamento (141.422,26 pontos) – superior à marca anterior obtida em 4 de julho deste ano – e registrando também uma nova máxima histórica intradia (142.378,69 pontos). O giro ficou em R$ 23,2 bilhões.
O índice chegou a subir 0,94%, mas perdeu fôlego na reta final com os investidores ajustando suas carteiras no último pregão de agosto. O desempenho acumulado na semana foi positivo em 2,52%, atingindo +6,28% no mês.
Petrobras ON avançou 0,81% (R$ 33,75) e a PN, +0,55% (R$ 31,10). Vale ganhou 0,29%, a R$ 55,56.
O dólar à vista fechou em alta moderada de 0,29%, a R$ 5,4220, corrigindo parte da queda dos últimos dias.
Após os recordes de fechamento da véspera, as bolsas em NY terminaram o dia em baixa, pressionadas pelas ações do setor de tecnologia, em realização de lucros.
O movimento ocorreu mesmo com o PCE de julho ter vindo em linha com o consenso do mercado, o que reforça as apostas de corte de juros pelo Fed em setembro.
Dow Jones caiu 0,20% (45.544,88). S&P500 recuou 0,64% (6.460,26). Nasdaq cedeu 1,15% (21.455,55). Na semana, as perdas foram de, respectivamente, 0,19%, 0,10% e 0,19%. No mês, entretanto, os índices acumularam ganhos de 3,10%, 1,91% e 1,58%.
Por sua vez, os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única.
Fechamento dos Mercados
▫️ IBOVESPA: +0,26% % | 141.422,26 pts
▫️ DOW JONES: -0,20% | 45.544,88 pts
▫️ S&P500: -0,64% | 6.460,26 pts
▫️ NASDAQ: -1,15%% | 21.455,55 pts
▫️ DÓLAR: +0,29% | R$ 5,4220
▫️ EURO: +0,32% | R$ 6,3465
▫️ BITCOIN: -3,79% | US$ 107.980,00