Bolsas asiáticas fecham majoritariamente em alta, com Nikkei perto de recorde, antes da decisão do Fed

A maioria das ações asiáticas fechou em alta e o Nikkei (+0,72%) permaneceu próximo de suas máximas históricas em meio à força das ações de tecnologia, embora a expectativa de uma reunião do Fed tenha limitado os ganhos gerais. Espera-se que o banco central mantenha as taxas de juros inalteradas e também que não sinalize mudanças imediatas. 

Dados mostraram que as vendas de eletrônicos e semicondutores relacionados à IA impulsionaram um forte crescimento das exportações em maio, ajudando o Japão a registrar um déficit comercial menor do que o esperado para o mês. 

O Shenzhen da China subiu 1,31% e o Xangai, +0,40%. O Hang Seng de Hong Kong recuou 0,74%, o Kospi ganhou 1,58% e o Taiex, +0,15%.

O foco de hoje estará nas perspectivas do presidente do Fed, Kevin Warsh, para a economia e os juros. Na semana, atenção também está na assinatura do acordo de paz entre EUA e Irã.

++ ⚠️ AIE estima em seu relatório mensal que o m

++ ⚠️ AIE estima em seu relatório mensal que o mercado de petróleo entrará em significativo excedente de oferta em 2027, após se recuperar do fechamento do Estreito de Ormuz

++ Agência prevê aumento de 8 milhões de bpd na oferta em 2027, enquanto a demanda crescerá 2 mi de bpd; estima-se que a guerra tenha bloqueado mais de 14 mi de bpd da produção do Oriente Médio

++ “Se o acordo for mantido, as exportações e a produção do Golfo deverão apresentar uma recuperação gradual porque as exportações de petróleo iraniano poderão ser retomadas assim que o bloqueio for suspenso”

++ Restrições políticas e operacionais, incluindo a prolongada desminagem e os acordos de trânsito ainda não resolvidos, representam riscos negativos para as perspectivas de recuperação do Oriente Médio

Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o petróleo caiu 5% com possível retorno da oferta iraniana, enquanto o mercado local reage à superquarta com decisões de juros do Fed e do Copom. No Brasil, o varejo recuou 1,5% em abril, o pior resultado desde 2020, reforçando o cenário de desaceleração. O Copom deve cortar a Selic em 25 pontos-base para 14,25%, mas expectativas desancoradas limitam os próximos passos.