Petróleo desaba quase 5% após acordo preliminar EUA-Irã e horizonte de abertura de Ormuz

Os contratos futuros de petróleo despencaram nesta 2ªF, aproximando-se da faixa de US$ 80 o barril, que não era vista desde março deste ano, após a assinatura de um acordo preliminar de paz entre EUA e Irã, que deve ser formalizado na próxima sexta (19), na Suíça.

O principal impacto é a perspectiva de reabertura total do Estreito de Ormuz, responsável pelo escoamento de cerca de 20% do fluxo mundial da commodity, a partir da oficialização do pacto. Especialistas ponderam, no entanto, que alguns pontos ainda estão nebulosos e merecem atenção.

Segundo fontes da agência de notícias iraniana Fars, o acerto provisório permitirá que as embarcações transitem gratuitamente pela região por apenas 60 dias. O Irã estaria planejando gerar receita cobrando por serviços de segurança, navegação, meio ambiente e seguros após esse intervalo.

Do lado americano, o vice-presidente, JD Vance, declarou que a Casa Branca pressionaria por uma passagem “sem pedágio” nas próximas negociações e indicou que essa concessão específica ainda não havia sido feita por Teerã.

No fechamento, o contrato do Brent para agosto despencou 4,76%, a US$ 83,17 por barril na ICE, enquanto o WTI para julho também caiu forte, com recuo de 4,87%, a US$ 80,75 por barril na Nymex.

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++ Economistas mantiveram as estimativas para a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) No fim de 2026 em 83,0% do PIB; para 2027, previsão subiu de 86,45% para 86,50% 

Os dados foram divulgados hoje pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. A coleta dos dados foi fechada no 5º dia útil de junho.

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++ Segundo um alto funcionário israelense, não há ninguém na liderança israelense que veja de outra forma, do primeiro-ministro ao chefe do Estado-Maior

++ Washington diz que, nos próximos 60 dias, quando um cessar-fogo estiver em vigor, negociará os termos completos que abordarão as preocupações dos EUA e de Israel, especialmente em relação ao programa nuclear iraniano

++ Mas autoridades israelenses acreditavam que o período de negociação previsto no acordo provavelmente seria estendido, o que impediria Israel de tomar medidas militares enquanto suas preocupações permanecessem sem solução

++ “Este é um momento bastante claro de divergência de interesses”, disse Dan Shapiro, ex-embaixador dos EUA em Israel durante o governo Obama, atualmente no think tank Atlantic Council

Netanyahu, enfrentando eleições no outono que deve perder, pode estar mais disposto a desafiar Trump ao lidar com uma opinião pública israelense que, segundo pesquisas, está cada vez mais cética em relação ao compromisso do presidente americano com a segurança de Israel