No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o acordo entre EUA e Irã foi confirmado e derrubou o petróleo mais de 4% antes da abertura dos mercados. O dólar pode testar R$ 5,00 com o alívio geopolítico, mas o IPCA acima do esperado limita o espaço do Copom. Na superquarta, Fed mantém juros e mercado precifica corte de 25 pontos-base na Selic para 14,25%.
Bolsas asiáticas disparam com acordo de paz EUA-Irã; Nikkei atinge recorde histórico antes do anúncio do BoJ
As bolsas asiáticas fecharam em alta, comemorando o acordo de paz preliminar entre os EUA e o Irã. As ações japonesas atingiram recordes históricos antes da reunião do BoJ e também foi positivo o forte fechamento de 6ªF em Wall Street, com a estreia da SpaceX. EUA e Irã afirmaram ter chegado a um acordo sobre um memorando que reabre o Estreito de Ormuz, com a assinatura prevista para 6ªF. Em seguida, os dois países iniciarão negociações sobre as atividades nucleares do Irã. O memorando aumentou as esperanças de redução das tensões geopolíticas, com o petróleo caindo 5%, o que é um bom presságio para várias economias asiáticas. O Nikkei avançou 4,99% com a expectativa de que o BoJ suba juros em 25pb na 3ªF e o foco está nas perspectivas para os próximos meses. O Kospi teve o melhor desempenho (+5,20%). Shenzhen e Xangai subiram 3,79% e 1,61%, respectivamente, enquanto o Hang Seng ganhou 0,50%. O Taiex subiu 2,78%.
Vai rolar: Superquarta ganha alívio com acordo EUA-Irã
[15/06/26] O acordo anunciado entre Estados Unidos e Irã, neste domingo, confirmou as expectativas de investidores e afastou os temores de uma interrupção prolongada do Estreito de Ormuz. Já na abertura dos negócios, derrubou o petróleo, animou as bolsas e devolveu protagonismo aos bancos centrais justamente às vésperas da Superquarta.
Fed, Copom e investidores devem receber com alívio as novas discussões sobre inflação, juros e crescimento global – até aqui, influenciadas pela guerra.
A semana também será marcada pela cúpula do G7, na França, com a participação dos presidentes Trump e Lula, e pelos primeiros testes para a implementação da paz entre Washington e Teerã.