Bolsas europeias ampliam perdas com preocupações sobre duração de conflito no Oriente Médio

As bolsas europeias ampliam as perdas na sessão desta 3ªF, com as preocupações dos investidores voltadas para a duração do conflito militar deflagrado por EUA e Israel contra o Irã, que já afeta a cotação do petróleo e deve impactar a inflação.

Segundo o presidente Donald Trump, a guerra deve durar entre quatro e cinco semanas, mas o período pode ser prolongado.

Por sua vez, os índices de serviços públicos e de bancos lideram as baixas, enquanto o setor de energia subiu marginalmente, seguindo a tendência de ganhos da véspera.

Há pouco, a bolsa de Londres cedia 2,88%; a de Frankfurt baixava 3,51% e a de Paris tinha perda de 3,11%. Os índices STOXX 50 (-3,76%) e STOXX 600 (-3,40%) também tinham forte recuo.

Bolsas asiáticas caem com a persistência das tensões entre EUA e Irã

As bolsas asiáticas caíram mais hoje por incerteza sobre a a guerra entre EUA, Israel e Irã. Os mercados sul-coreanos lideram as perdas (Kospi -7,24%) enquanto nos mercados chineses (Xangai -1,43%; Shenzhen: -3,07%) o investidor aguarda mais sinais sobre estímulos nas reuniões de política econômica que se aproximam.

O índice Hang Seng de Hong Kong caiu 1,12%, com ganhos em algumas ações de energia e tecnologia.

As ações asiáticas também foram atingidas por uma onda de realização de lucros após um forte desempenho em fevereiro.

O Nikkei do Japão (-3,08%) reagiu adicionalmente a dados domésticos mistos. Os investimentos de capital aumentaram no 4TRI, mas a taxa de desemprego no Japão cresceu em janeiro. Comentários de viés mais agressivo do BoJ também pesaram, depois que o vice-governador Ryozo Himino disse ontem que o BC provavelmente continuará aumentando juros.

Em Taiwan, o Taiex caiu -2,20%.

Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a escalada do conflito entre EUA e Irã elevou a volatilidade global e impulsionou o petróleo, com o Brent perto de US$ 82 e alta próxima de 6%. Em NY, índices fecharam mistos, com Dow -0,15%, S&P 500 +0,04% e Nasdaq +0,36%, enquanto o dólar se fortaleceu. No Brasil, o Ibovespa subiu 0,28% a 189 mil pontos, apoiado por Petrobras, e o dólar fechou a R$ 5,16. Hoje, atenção ao PIB do 4º tri de 2025, Caged e PMIs da China.