Bolsas europeias caminham para pior desempenho semanal em quase 1 ano
As bolsas europeias operam sem direção única e perto da estabilidade nesta 6ªF, caminhando para o pior desempenho semanal em quase um ano, em consequência das incertezas em relação à guerra no Oriente Médio, diante da escalada do conflito.
Nesse contexto, ações do setor de defesa são as que mais se destacam no campo positivo. Por sua vez, os papéis da Lufthansa também subiam depois que a companhia reportou resultados melhores do que o esperado para o ano fiscal de 2025.
Na agenda do dia, os investidores avaliam a leitura final do PIB do 4TRI na Zona do Euro, que cresceu abaixo das estimativas. Além disso, o mercado espera pelos dados do payroll de fevereiro nos EUA, logo mais.
Há pouco, a bolsa de Londres subia 0,06%; a de Frankfurt ganhava 0,16% e a de Paris tinha perda de 0,13%. Os índices STOXX 50 (-0,16%) e STOXX 600 (-0,13%) também recuavam.
Bolsas asiáticas sobem majoritariamente, mas caem na semana devido ao conflito no Oriente Médio
As ações asiáticas apresentaram desempenho misto na sessão e fortes perdas semanais, com a escalada do conflito no Oriente Médio e a alta dos preços do petróleo afetando o sentimento dos investidores em toda a região.
O petróleo subiu muito na semana por risco de interrupções na oferta e a alta nos preços afetou fortemente as ações e moedas asiáticas, particularmente em grandes economias importadoras da commodity, como a Coreia do Sul.
O KOSPI cedia cerca de 12% na semana, fechando estável hoje (+0,02%). O Nikkei Japão subiu 0,62% no dia e caiu -6% na semana.
Na China, Xangai e Shenzhen recuavam mais de 1% esta semana e hoje subiram +0,38% e +0,60%, respectivamente. O Hang Seng de Hong Kong subiu 1,72%, mas caminhou para uma queda semanal de 3%. Em Taiwan, o Taiex perdeu 0,22%.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a forte aversão ao risco nos mercados globais diante da intensificação do conflito no Oriente Médio, com impacto sobre o fornecimento de energia e expectativas inflacionárias. O petróleo disparou, com WTI acima de US$ 80 e Brent acima de US$ 85, levando o Fed a revisar cortes de juros. No Brasil, o Ibovespa caiu 2,64%, o dólar subiu a R$ 5,28 e a curva de juros longos avançou.