Giro das 12h: Ibovespa perde os 180 mil pontos no combo guerra e inflação

A disparada do petróleo segue provocando preocupações com a estagflação na economia global.

No Ibovespa, as ações ligadas à commodity apoiavam a bolsa mais cedo, exceções à queda generalizada dos papeis no índice, que saiu de 183.968,48 na abertura para 179.400,98 (-2,48%) há pouco.

Pressão extra vem dos juros, que sobem firme (mais de 20 pontos) após o IPCA de fevereiro (+0,7%), no maior aumento em um ano, enquanto, na base anual, caiu um pouco menos do que o esperado.

A dúvida é se o BC optará por uma abordagem mais gradual no afrouxamento monetário na incerteza da guerra. 

Os contratos futuros do WTI e do Brent rondam os US$ 100 devido aos riscos de que o fornecimento via Golfo permaneça interrompido.

O Irã afirma que, sim, o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado, o que efetivamente elimina 20% do comércio global e leva à redução de produção em 10 milhões de bpd.

A AIE considera essa a maior interrupção da história do mercado de petróleo, o que levou à liberação de 400 milhões de barris de estoques estratégicos.

NY cede acima de 1% (Dow Jones -1,21%; S&P 500 -1,15% e Nasdaq -1,60%), o DXY mantém os 99 pontos (99,603) em alta de 0,37%.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano sobem, pressionando empresas sensíveis ao crédito. Aqui, a moeda avança 1,14%, a R$ 5,2182.

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