Bolsas europeias fecham em alta com petróleo e techs no radar
As bolsas europeias fecharam em alta nesta 5ªF, impulsionadas pelo alívio nas cotações do petróleo, que chegaram a níveis pré-guerra, e pelo desempenho do setor de tecnologia, após projeções positivas de gigantes americanas ligadas à inteligência artificial.
O otimismo beneficiou os papéis de empresa do segmento, como como Infineon Technologies (+2,17%), STMicroelectronics (+2,68%) e ASML (+2,59%).
No Reino Unido, as ações da easyJet avançaram 6,41% depois que a companhia aérea de baixo custo rejeitou uma quarta proposta de aquisição da Castlelake, mas dando mais tempo para o fundo americano melhorar a oferta.
No fechamento: Londres +0,70%; Frankfurt +1,21%; Paris +0,55%; Stoxx 50 +0,85% (6.267,36); Stoxx 600 +0,79% (640,18).
Giro das 12h: Ibovespa sobe com a queda da inflação
O Ibovespa avança 1,22% (172.589,15), após dados de inflação abaixo das expectativas, com petróleo perto dos níveis pré-guerra, ainda que tenham voltado a subir há pouco (Brent US$ 73,83).
Os mercados acompanham o relatório de política monetária do BC, que sinalizou preocupações com as medidas de estímulo do governo.
O BC subiu previsão de crescimento no ano (2%, de 1,6%) com mercado de trabalho e gastos governamentais.
Mais cedo, o IPCA-15 subiu 0,41% em junho e, ano a ano, acelerou para 4,8%.
No Relatório de Política Monetária, previsão é de inflação subirá a 5,2% até o fim de 2026, acima do teto da meta.
No 4TRI, projeção é de que a inflação desacelere para 3,7% e chegue a 3,1% no fim de 2028.
Em NY, os índices oscilam (Dow Jones +1,20%; S&P 500 +0,32% e Nasdaq -0,40%), após bateria de dados norte-americanos.
O DXY passou a cair, mantendo-se no nível dos 101 pontos (101,372), em queda de 0,23%, assim como os rendimentos dos Treasuries.
Embora a inflação permaneça bem acima da meta de 2% do Fed, o PCE aliviou preocupações com aceleração da inflação, enquanto o PIB do 1TRI foi revisado para cima.
Os mercados continuando vendo pelo menos um aumento da taxa de juros este ano pelo Fed.
No câmbio, o dólar cai a R$ 5,1884 (-0,26%) e, nos juros futuros, a ponta mais longa tem viés de alta.