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Caros amigos, bom dia!
Iniciamos as transmissões do BDM Online com o BDM Morning Call, que traz as expectativas da pré-abertura.

BDM Morning Call: Ata não constrói consenso e divide mercado ao meio

[24/06/26] A ata do Copom não trouxe o que se esperava dela e acabou dividindo os economistas entre pausa e novo corte da Selic, enquanto o mercado aproveitou os sinais de normalização do fluxo de petróleo em Ormuz para apostar no lado dovish do documento. Apesar das divergências públicas, as negociações entre Estados Unidos e o Irã avançam e a queda do Brent reduz uma importante fonte de pressão para o Banco Central. Mas a guerra era apenas um dos fatores de preocupação para a condução dos juros. A dispersão das análises transfere para o RPM e a entrevista de Galípolo amanhã a expectativa de um consenso sobre a política monetária, já que boa parte das dúvidas permanece em aberto. (Rosa Riscala)

Leia o BDM Morning Call na íntegra acessando o link
www.bomdiamercado.com.br

Ata não constrói consenso e divide mercado ao meio

… A ata do Copom não trouxe o que se esperava dela e acabou dividindo os economistas entre pausa e novo corte da Selic, enquanto o mercado aproveitou os sinais de normalização do fluxo de petróleo em Ormuz para apostar no lado dovish do documento. Apesar das divergências públicas, as negociações entre Estados Unidos e o Irã avançam e a queda do Brent reduz uma importante fonte de pressão para o Banco Central. Mas a guerra era apenas um dos fatores de preocupação para a condução dos juros. A dispersão das análises transfere para o RPM e a entrevista de Galípolo amanhã a expectativa de um consenso sobre a política monetária, já que boa parte das dúvidas permanece em aberto.

NÃO RESOLVEU – A ata do Copom não produziu o efeito que se esperava, após a forte reação ao comunicado da semana passada. Em vez de construir um consenso sobre os próximos passos da política monetária, dividiu o mercado ao meio.

… O melhor retrato desse resultado apareceu na pesquisa Projeções Broadcast, com 33 instituições consultadas após a sua divulgação: 16 casas passaram a projetar manutenção da Selic em agosto e 16 continuaram apostando em novo corte de 0,25 ponto. Uma prevê alta do juro.

… Muitos reforçaram a percepção de que a discussão sobre a Selic continua em aberto e deve migrar agora para o Relatório de Política Monetária (RPM) e para a entrevista do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, amanhã, quinta-feira.

… Na B3, a tendência do dia foi reforçar a leitura mais favorável aos cortes, com 63% das opções digitais apontando para a probabilidade implícita de redução de 0,25 ponto porcentual em agosto, contra 35% para manutenção.

… Parte relevante do mercado entende que a interpretação mais dovish da ata só ganhou força porque o principal choque de oferta que preocupava investidores na semana passada começou a perder intensidade.

… Com o Brent abaixo de US$ 80 e sinais de normalização em Ormuz, o mercado encontrou argumentos para voltar a discutir cortes adicionais.

… A ata trouxe diversos elementos considerados mais duros que o comunicado, incluindo a caracterização de uma assimetria altista no balanço de riscos, o reconhecimento de nova deterioração das expectativas de inflação e a avaliação de que a atividade segue resiliente.

… Ainda assim, argumentou que trajetórias alternativas para a Selic capazes de levar a inflação para a meta no horizonte relevante exigiriam movimentos abruptos e de grande magnitude nos juros, produzindo volatilidade excessiva nos preços dos ativos e na economia.

… Deixou clara, dessa forma, sua preferência por trajetórias mais graduais, que permitiriam uma convergência mais lenta da inflação ao centro da meta. E foi justamente esse trecho que gerou as interpretações mais divergentes.

… Para algumas instituições, a mensagem central da ata foi a de que o Banco Central está preparando uma interrupção do ciclo.

… O Citi afirmou que o documento aumentou a probabilidade de não haver novos cortes. O Itaú avaliou que o espaço para flexibilização está se esgotando rapidamente. E o BofA entendeu que a autoridade monetária reforçou uma estratégia de juros elevados por mais tempo.

… A XP afirmou que o plano de voo sugerido pela ata parece incluir uma pausa já na reunião de agosto e também o Daycoval interpretou que o principal recado do documento foi justamente o aumento da probabilidade de interrupção do ciclo.

… Mas houve outra leitura do mesmo texto.

… Instituições como Banco Pine, Warren, Ativa e parte relevante dos analistas entenderam que a ata preservou espaço para novas reduções dos juros ao introduzir a ideia de que o processo de calibração pode incluir momentos alternados de pausa e cortes.

… Nessa interpretação, o Banco Central não abandonou o ciclo de flexibilização, mas apenas passou a defender uma estratégia mais flexível.

… Goldman Sachs e BofA descreveram um possível modelo de afrouxamento “stop and go”, no qual o Copom buscaria reduzir a volatilidade da economia sem abandonar completamente o processo de convergência da inflação.

… Diversas instituições questionaram a própria lógica apresentada pelo Banco Central para justificar a decisão de junho.

… Porto Asset, Daycoval, Terra Investimentos e PicPay argumentaram que a ata dedicou vários parágrafos a explicar a chamada “rolagem” do horizonte relevante da política monetária, mas não conseguiu responder de forma satisfatória à principal dúvida do mercado.

… Por que reduzir os juros justamente quando o diagnóstico para inflação, atividade econômica e expectativas se tornou mais adverso?

… O economista Felipe Sichel, da Porto Asset, resumiu essa percepção ao afirmar que a ata tentou explicar a decisão, mas acabou transferindo boa parte das respostas para o Relatório de Política Monetária. O Daycoval classificou a argumentação do BC como frágil.

… Para a Terra, o Copom estaria mais preocupado em suavizar a trajetória da Selic do que em perseguir a convergência da inflação. Já a BGC Liquidez avaliou que o BC demonstrou maior desconforto com a volatilidade dos juros do que com o próprio descumprimento da meta.

… O debate sobre credibilidade também apareceu de forma recorrente nas análises. Diversas casas destacaram que o BC passou a defender uma trajetória que privilegia menor volatilidade da Selic, ainda que isso implique uma convergência mais lenta da inflação.

… Para alguns analistas, trata-se de uma estratégia legítima e utilizada por outros bancos centrais. Para outros, no entanto, abre espaço para questionamentos sobre o grau de comprometimento da autoridade monetária com a meta de inflação.

… Em vez de promover movimentos bruscos para trazer a inflação à meta ainda em 2027, o BC optaria por uma trajetória mais suave, com menor volatilidade para a atividade e os mercados, ainda que isso empurre a convergência para o primeiro trimestre de 2028.

… Nada disso, porém, significa que a discussão esteja encerrada. Pelo contrário. O grande consenso produzido pela ata do Copom, talvez a mais esperada da gestão Galípolo até aqui, tenha sido justamente a ausência de consenso.

… A dispersão das projeções e a expectativa concentrada no RPM e na coletiva de amanhã mostram que o mercado continua tentando entender qual é exatamente a função de reação do BC e até onde o Copom está disposto a ir nesse atual ciclo de calibração dos juros.

DIVERGÊNCIAS NÃO IMPEDEM ACORDO – A distensão no Oriente Médio derrubou o assunto das manchetes, com o mercado apostando que o acordo entre Estados Unidos e Irã continuará avançando, mesmo diante das divergências públicas entre os dois países.

… A percepção de que o entendimento firmado na Suíça permanece vivo ajudou a derrubar novamente o petróleo, com o Brent fechando abaixo de US$ 77 por barril e se aproximando dos níveis observados antes da guerra.

… Donald Trump reiterou diversas vezes ao longo do dia que as negociações estão evoluindo bem, afirmou que o Irã concordou em não desenvolver armas nucleares e voltou a defender que o tráfego no Estreito de Ormuz está operando normalmente.

… Disse também que Teerã aceitou inspeções nucleares de alto nível e que os recursos iranianos desbloqueados pelos Estados Unidos ficarão restritos à compra de alimentos e medicamentos. Teerã, porém, apresentou versão diferente para praticamente todos esses pontos.

… Negou ter autorizado novas inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), rejeitou qualquer limitação ao uso dos recursos liberados e afirmou que declarações fora do texto negociado não contribuem para o avanço das tratativas.

… Apesar das diferenças, os sinais concretos continuam apontando para uma redução dos riscos de oferta de petróleo.

… Os Estados Unidos flexibilizaram restrições relacionadas ao petróleo iraniano, grupos técnicos seguem trabalhando nos detalhes do entendimento alcançado na Suíça e Omã e Irã iniciaram discussões sobre a futura administração do Estreito de Ormuz.

… O fluxo marítimo também continua melhorando. Dados da Kpler mostram que navios seguem atravessando Ormuz. Segundo a consultoria, 131 embarcações cruzaram a região entre sexta-feira e segunda-feira. Antes da guerra, o fluxo variava entre 100 e 130 navios por dia.

… A principal rota de navegação continua parcialmente comprometida e trabalhos de desminagem ainda precisam ser concluídos, mas a continuidade da travessia reforça a percepção de que o cenário mais extremo para o mercado de energia foi afastado.

… Se houve uma novidade relevante no noticiário do Oriente Médio, ela veio de Israel.

… Netanyahu afirmou que o país precisa reduzir sua dependência militar dos Estados Unidos e ampliar sua autonomia em armamentos. Já o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, voltou a rejeitar qualquer cessar-fogo com o Líbano e afirmou que Israel pode desafiar Trump.

… As declarações chamaram atenção porque o futuro do Líbano continua sendo apontado como uma das principais pendências das negociações.

… Também nos Estados Unidos surgiram sinais de desgaste político. Em uma votação simbólica, o Senado aprovou uma resolução relacionada aos poderes de guerra, em rara reprimenda à condução do conflito pelo presidente Donald Trump.

… Embora a medida tenha efeito prático limitado, mostra que a guerra e seus custos já geram questionamentos no sistema político americano.

… No fim do dia, porém, prevaleceu a percepção de que os obstáculos atuais estão mais ligados à implementação do acordo do que ao risco de rompimento das negociações. Foi essa leitura que permitiu nova queda do petróleo e reforçou a aposta em normalização gradual da oferta.

FGC FAZ AS CONTAS – O Fundo Garantidor de Créditos iniciou estudos para avaliar se um eventual resgate do Digimais teria custo menor do que uma liquidação da instituição. Consultores independentes analisam a viabilidade econômica de um empréstimo que viabilize a venda.

… O modelo seria semelhante ao utilizado no resgate do Panamericano, em 2010.

… A discussão ganhou força após a operação da PF que determinou a busca e apreensão de até R$ 670 milhões do bispo Edir Macedo, controlador do banco. Na véspera, a Fitch havia rebaixado as notas do Digimais e retirado as classificações, mencionando a possibilidade de default.

… O processo também ocorre em meio às dúvidas sobre a aquisição do Digimais pelo BTG Pactual, que pode desistir da operação caso as condições precedentes previstas no contrato não sejam cumpridas – embora tenha assinado um acordo de intenção de compra em abril.

… A análise do FGC segue as novas regras aprovadas pelo CMN em janeiro, que ampliaram os instrumentos disponíveis para lidar com instituições em dificuldades e permitem que o fundo participe de operações de mudança de controle para evitar a quebra de bancos viáveis.

… No centro da discussão está uma conta simples: o custo de um eventual suporte financeiro pode ser inferior ao desembolso necessário para honrar as garantias dos depositantes em caso de liquidação.

… Ao fim de 2025, o Digimais possuía R$ 9,2 bilhões em depósitos a prazo, dos quais R$ 8,6 bilhões estavam concentrados em CDBs distribuídos por plataformas como XP, BTG, Nubank, Inter, Ágora e Itaú Corretora. Os números ajudam a explicar a preocupação.

… Apesar de ter encerrado 2025 com lucro de R$ 31 milhões, o Digimais apresentava retorno sobre patrimônio de apenas 4,2% e inadimplência acima de 12%. Um aporte de R$ 250 milhões realizado por Edir Macedo só recebeu aprovação do BC em março deste ano.

… Paralelamente, a instituição mantém uma carteira de aproximadamente R$ 570 milhões em fundos voltados ao financiamento de projetos imobiliários em SP e no Rio, com participação em empreendimentos residenciais por meio de sociedades de propósito específico (SPEs).

… Por enquanto, o FGC ainda não tomou nenhuma decisão. Mas a abertura dos estudos mostra que o mercado já começou a discutir qual alternativa gera menos perdas: financiar uma solução de mercado para o Digimais ou lidar com os custos de uma eventual liquidação.

CURTAS DA POLÍTICA – Cresce entre governistas a avaliação de que Jaques Wagner deveria se afastar da liderança após ter sido alvo de busca e apreensão da PF na investigação envolvendo o Banco Master. Há expectativa de uma conversa entre Wagner e Lula nesta quarta-feira.

PESQUISAS. Nova rodada de levantamentos eleitorais, com o Instituto Gerp esta quarta-feira, o Jota amanhã, quinta-feira, e PoderData na sexta. Ontem, Indexa mostrou Lula com 42% no primeiro turno e 47% em simulação de segundo turno contra Flávio Bolsonaro (40%).

TRUMP DE OLHO NO BRASIL. Presidente americano repostou em sua rede social um artigo que classifica as eleições brasileiras como o próximo “grande teste de sua influência política na América Latina”.

… O texto cita a disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula, afirmando que uma vitória da direita alteraria significativamente o mapa político da região.

INDÚSTRIA CAUTELOSA. A possibilidade de novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros já começa a afetar as expectativas da indústria.

… Segundo a CNI, o indicador de exportações caiu abaixo da linha de 50 pontos, passando a sinalizar expectativa de redução das vendas externas nos próximos seis meses, diante da relevância dos Estados Unidos como principal destino das exportações industriais brasileiras.

AGENDA FRACA – Sem indicadores domésticos relevantes, o mercado deve atravessar a quarta-feira ainda absorvendo a ata do Copom e acompanhando os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã, que continuam influenciando os preços do petróleo.

… No Brasil, saem a confiança do consumidor da FGV (8h), os dados da Rais apresentados pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho (11h), e o fluxo cambial semanal do Banco Central (14h30).

… Nos Estados Unidos, os destaques ficam com os dados de vendas de moradias novas de maio (11h) e os estoques semanais de petróleo divulgados pelo Departamento de Energia (11h30), acompanhados de perto após a forte queda recente das cotações da commodity.

… À tarde (17h), o Fed divulga os resultados dos testes de estresse dos grandes bancos americanos.

… Na Europa, o principal indicador do dia será o índice IFO de confiança das empresas da Alemanha (5h), além de participações de dirigentes do Banco da Inglaterra (BoE) e do Banco Central Europeu (BCE) em eventos ao longo do dia.

AFTER HOURS – As ações da Alphabet, dona do Google, subiram 0,54% com anúncio de que substituirá a Verizon no Dow Jones a partir de segunda, juntando-se a outras gigantes de tecnologia (Nvidia, Amazon, Apple e Microsoft).

… Fedex afundou 6,48% no after market, após reportar queda no lucro, a US$ 1,6 bilhão no quarto trimestre fiscal de 2026, ou US$ 6,60 por ação diluída, contra o resultado de US$ 1,65 bilhão, ou US$ 6,88 por ação, um ano antes.

… Os resultados vêm após a Fedex separar sua divisão de frete em uma empresa independente, de capital aberto.

… A SpaceX captou US$ 25 bilhões em sua oferta inaugural previamente anunciada de títulos. A proposta inicial era de US$ 20 bilhões, mas foi elevada após a demanda ter atingido quase US$ 90 bilhões, segundo fontes da BBG.

ATA NÃO DESATA – Como se viu, longe de desfazer a confusão armada pelo comunicado do Copom, a ata manteve os ruídos, rachou o mercado financeiro (entre pausa e corte da Selic) e manteve fértil o terreno das especulações.

… O fato de o BC ter deixado no ar que pode dar mais uma dose de queda, se o ambiente permitir, animou a curva a apostar que vem mais queda, ainda mais com tudo indicando que o desfecho da guerra contra o Irã se aproxima.

… De ponta a ponta, os juros futuros devolveram prêmio. Os vencimentos de mais longo prazo seguiram o alívio do petróleo e das taxas dos Treasuries, que caíram apesar da aposta em aumento dos juros pelo Fed em setembro.

… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 caiu a 14,185% (de 14,217% no ajuste anterior); Jan/28 recuou a 14,530% (contra 14,699%); Jan/29, a 14,630% (14,773%); Jan/31, a 14,580% (14,714%); e Jan/33, 14,510% (14,629%).

… Mais um dia de petróleo abaixo de US$ 80 ajudou a desarmar a pressão na curva dos juros futuros, enquanto o tráfego no Estreito de Ormuz alcança o maior volume desde o início do conflito militar, no final de fevereiro.

… Diante da normalização do fluxo, o contrato do Brent para agosto caiu 1,05%, cotado a US$ 77,08 por barril.

… O efeito desinflacionário da commodity prevaleceu sobre as taxas dos Treasuries, que caíram, mas circulam avaliações de que o espaço de queda dos yields é limitado pelo recado hawkish transmitido recentemente pelo Fed.

… Diante de uma política monetária mais agressiva no curto prazo, os rendimentos dos títulos de 10 anos devem se manter na faixa de 4,25% a 4,66%, calcula o TD Securities. Ontem, caíram para 4,495%, contra 4,507% na véspera.

… À espera do PCE de maio, amanhã, o mercado monitorou a alta inesperada do PMI composto dos Estados Unidos de 51,5 em maio para 52,2 em junho, o maior nível em cinco meses, contrariando o consenso de queda para 51,4.

… O indicador mais forte que o esperado ajuda a compor o ambiente de apostas de alta do juro em setembro. O mercado precifica chance de 70% de aperto monetário daqui a menos de três meses, segundo a ferramenta do CME.

O FALCÃO IMPROVÁVEL – Quem diria que justamente nos meses de estreia de mandato, Kevin Warsh prepararia o espírito do mercado para uma política mais restritiva? A surpresa muda a cena para o dólar e, por tabela, para o real.

… Em entrevista ao Broadcast, o diretor de Pesquisa Econômica do Banco Pine, Cristiano Oliveira, afirmou que o melhor momento da moeda brasileira este ano já ficou para trás, mas que a divisa ainda continua bem posicionada.

… O economista projeta taxa de câmbio praticamente estável no restante do ano e diz que, se o próximo governo endereçar minimamente a questão fiscal, é possível que o Brasil seja premiado com elevação de rating em 2027.

… Interrompendo dois dias de alívio, o dólar voltou a subir ontem, à faixa de R$ 5,18, em sincronia com a alta externa, que está diretamente associada à perspectiva de que o Fed não vai ficar atrás da curva da inflação.

… Aqui, a moeda americana fechou em alta de 0,89%, a R$ 5,1874, enquanto lá fora o índice DXY avançou 0,4%, a 101,408 pontos. O euro caiu 0,42%, para US$ 1,1384, enfraquecido pela queda do PMI composto alemão.

… O indicador caiu ao pior nível em 18 meses. A libra recuou 0,40%, a US$ 1,3200, e o iene subiu a 161,55 por dólar.

… Em Wall Street, a onda de liquidação das ações de tecnologia persistiu e cobrou o seu preço do Nasdaq (-2,21%, a 25.587,04 pontos) e S&P 500 (-1,44%, a 7.365,46 pontos). O Dow Jones fechou estável (-0,09%, a 51.666,84 pontos).

… Pelo menos três justificativas diferentes tentam explicar as fortes vendas das techs: preocupação de gastos com inteligência artificial, reposicionamento de final de trimestre e impacto da expectativa de alta nos juros pelo Fed.

… Imune à aversão a risco vista lá fora, o Ibovespa foi puxado pela Petrobras e os bancos, apesar da queda expressiva de 1,89% da Vale, para R$ 79,38, em meio à disputa com a Previ pela presidência do conselho de administração.

… O índice à vista subiu 0,52%, aos 171.258,87 pontos, com giro fraco de novo, de apenas R$ 21,4 bilhões, que espelha o desinteresse dos estrangeiros. No pregão da última sexta-feira, a B3 perdeu R$ 1,7 bi em capital externo.

… Contrariando o petróleo, as ações da Petrobras avançaram ontem: ON, +0,78%, a R$ 43,98; e PN, +0,41%, a R$ 39,33). Os principais bancos também subiram, exceção feita à unit do Santander (-0,74%; R$ 26,75).

… BB avançou 1,43% (R$ 19,86); Bradesco PN, +0,90% (R$ 17,84); e Itaú PN, +0,27% (R$ 41,05).

… Relatório do BofA apontou, porém, que a percepção após reuniões em Nova York e Boston é de que os investidores globais estão mais cautelosos em relação às instituições financeiras brasileiras.

… Entre os motivos apontados para o posicionamento mais defensivo, citaram a perspectiva de que a Selic permaneça alta por mais tempo, as eleições presidenciais em outubro e os sinais de piora na qualidade de crédito.  

CIAS ABERTAS NO AFTER – A presidente da PETROBRAS, Magda Chambriard, afirmou que a produção de petróleo da companhia cresceu 10% entre janeiro e maio.

BRADESCO. Conselho aprovou distribuição de R$ 3,5 bilhões em JCP, equivalentes a R$ 0,315359035 por ação ON e R$ 0,346894939 por PN; pagamento será em 29/07 e ações ficam ex em 06/07.

TIM BRASIL. Conselho aprovou distribuição de R$ 65 milhões em JCP. Separadamente, elegeu Luciene Rodrigues Abrão Pandolfo para o cargo de diretora.

HYPERA. Conselho aprovou distribuição de R$ 185,1 milhões em JCP, ou R$ 0,263 por ação; pagamento será feito até o final de 2027, com base na posição de 26/06.

PANVEL. Conselho aprovou distribuição de R$ 18 milhões em JCP, equivalentes ao valor líquido total de R$ 0,09946413946 por ação; pagamento será em 4 parcelas, com a primeira em 31/03/2027.

ALLOS esclareceu que a expectativa de receita de R$ 700 milhões citada em reportagens corresponde ao valor bruto consolidado dos projetos imobiliários e não representa nova projeção da companhia…

… A manifestação foi enviada à CVM, que questionou informações publicadas sobre projetos imobiliários multiuso desenvolvidos pela empresa no entorno de seus shoppings…

… Segundo a companhia, o montante divulgado corresponde à receita bruta consolidada dos projetos, considerando 100% dos ativos envolvidos, incluindo as participações de outros sócios…

… A parcela efetivamente atribuível à Allos é de R$ 539 milhões, montante já divulgado ao mercado em março…

… Ainda no noticiário, a empresa aprovou aditamentos em protocolos de reorganização envolvendo brMalls e Tissiano, sem impacto econômico-financeiro.

CYRELA. Fundos sob gestão da SPX atingiram participação de 5% das ações preferenciais da companhia.

COPEL. A Aneel aprovou revisão tarifária da Copel Distribuição, com alta média de 20,51% para os consumidores.

AZEVEDO & TRAVASSOS acertou a aquisição da Engie Soluções de Iluminação Pública (Esip), que detém concessões de iluminação pública em Uberlândia, Petrolina e Curitiba. A operação está sujeita às aprovações necessárias.

SANEPAR. A Agepar determinou que o valor líquido de precatório recebido pela companhia seja integralmente revertido aos consumidores por meio de descontos tarifários e investimentos…

… A empresa informou que poderá contestar a decisão.

COPASA. A Moody’s reafirmou o rating AAA.br da companhia, com perspectiva estável.

IRB RE. Justiça do Reino Unido aprovou a transferência do portfólio em run-off da sucursal de Londres para a Community Re.

TRACK&FIELD. Conselho aprovou distribuição de R$ 12,9 milhões em JCP, equivalentes a cerca de R$ 0,0085 por ação; ações ficam ex em 29/06.

RANDONCORP. O Goldman Sachs passou a deter posição em derivativos equivalente a 5,13% do total de ações.

FICTOR. O plano de recuperação judicial prevê desconto de até 95% para credores quirografários caso a companhia não obtenha financiamento DIP de até R$ 150 milhões em até 18 meses.

AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!

AVISO – O Bom Dia Mercado é exclusivo para assinantes e não pode ser redistribuído.




++⚠️ BC divulga calendário de reuniões para 2027

++⚠️ BC divulga calendário de reuniões do Copom para 2027; confira as datas: 

– 26 e 27 de janeiro
– 16 e 17 de março
– 27 e 28 de abril
– 15 e 16 junho
– 03 e 04 de agosto
– 21 e 22 de setembro
– 26 e 27 de outubro
– 07 e 08 de dezembro 

++ Atas das reuniões continuarão sendo divulgadas na terça-feira seguinte ao término do Copom, às 8h


++ A exceção será para a ata da reunião de outubro, que será divulgada na quarta-feira em razão do feriado de Finados (02/11)