Guerra pressiona inflação e trava juros
… A guerra entre Estados Unidos e Irã deixou de ser apenas um fator de aversão a risco e passou a contaminar diretamente inflação, juros e atividade econômica. Com o petróleo acima dos US$ 107 e as negociações ainda sob impasse, investidores acompanham os desdobramentos da viagem de Trump à China, enquanto os dados de inflação mais fortes nos Estados Unidos reforçam apostas de um Fed ainda mais cauteloso. No Brasil, o IPCA qualitativamente pior aumentou o desconforto com os núcleos de inflação e reduziu o espaço para cortes da Selic. A agenda do dia traz PPI nos EUA, varejo no Brasil, pesquisa Quaest e balanços importantes na B3, com destaque para BB, CSN e Braskem.
O FORTE IMPACTO DA GUERRA – O mercado voltou a operar sob a percepção de que o impasse entre Estados Unidos e Irã está longe de uma solução e que o choque provocado pela guerra já ultrapassou a esfera geopolítica para atingir diretamente inflação, juros e atividade.
… A rejeição americana à contraproposta iraniana interrompeu as negociações e reacendeu os temores sobre o Estreito de Ormuz, mantendo o petróleo em forte alta. O Brent voltou a superar os US$ 107, enquanto Trump endureceu o discurso antes da viagem à China.
… O presidente afirmou que não tem pressa para um acordo e que sua prioridade é impedir que Teerã tenha acesso a armas nucleares. Além disso, voltou a ameaçar o Irã caso não haja acordo, reiterando que pretende “levar isso até o fim”.
… Trump disse que não precisa da China para resolver a crise com o Irã, mas o mercado espera que a conversa com Jinping possa ajudar. No fim do dia, o Depto de Estado informou que Pequim e Washington concordam em se opor a pedágios no Estreito de Ormuz.
… O alinhamento veio após conversa telefônica entre o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o chanceler chinês, Wang Yi, em abril.
… A leitura do mercado passou a ser a de que o conflito não apenas persiste, mas já produz efeitos econômicos mais profundos e duradouros.
… Nos Estados Unidos, o CPI de abril subiu 3,8% em 12 meses, enquanto o núcleo avançou 2,8%, com alta mensal de 0,4%, em leitura pressionada pelos preços de energia e alimentos, enquanto o mercado já projeta a possibilidade de uma nova alta de juros em 2027.
… Mais do que os números cheios da inflação, o mercado passou a prestar atenção na deterioração qualitativa do cenário americano.
… Reportagem da Bloomberg destacou que os salários reais voltaram a cair pela primeira vez desde 2023, enquanto famílias americanas começam a reduzir consumo, usar mais crédito e recorrer à poupança para enfrentar o aumento dos preços da gasolina e dos alimentos.
… O sentimento do consumidor atingiu o menor nível registrado pela Universidade de Michigan, às vésperas das eleições de meio de mandato. O preço da gasolina acumula alta de cerca de 50% desde o início da guerra, enquanto alimentos básicos seguem pressionados.
… E o pior, analistas alertam que, mesmo com a eventual reabertura de Ormuz, os efeitos sobre inflação e cadeias de abastecimento tendem a permanecer por meses, diante do encarecimento do transporte global e dos fertilizantes.
NO BRASIL – O impacto da piora do ambiente externo e da alta do petróleo foi sentido na curva de juros local, após um IPCA qualitativamente pior reforçar a percepção de que o BC seguirá cauteloso, diante da combinação de inflação resistente e energia pressionada.
… Os dados vieram dentro do esperado, com desaceleração do IPCA de 0,88% em março para 0,67% em abril, e aumento do acumulado em 12 meses de 4,14% para 4,39%, mas pesou mais a deterioração relevante dos núcleos de inflação.
… A média dos cinco núcleos acompanhados pelo BC acelerou de 0,43% para 0,49% na passagem mensal, em movimento visto por analistas como sinal de pressão mais disseminada sobre os preços, mesmo antes de todos os impactos do choque do petróleo terem chegado à economia.
… Grandes bancos, como Itaú e Bradesco, destacaram a piora dos componentes subjacentes da inflação, enquanto o Barclays alertou para riscos crescentes de alta na projeção para a taxa Selic no fim deste ano.
… Embora a aposta majoritária para o Copom de junho ainda seja de um corte de 0,25 ponto, o mercado elevou para 30% a probabilidade de manutenção do juro em 14,50%, diante do menor espaço para flexibilizar a política monetária com inflação e petróleo pressionados.
PETRÓLEO – Depois de o Brent voltar a superar os US$ 107, investidores monitoram nesta quarta-feira os relatórios mensais da Agência Internacional de Energia (AIE) e da Opep, além dos dados semanais de estoques americanos, em busca de sinais sobre oferta global.
… A AIE divulga seu relatório à primeira hora do dia, na França, enquanto a Opep publica seu documento mensal ao longo da manhã, em Viena.
… Mais tarde, às 11h30, o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE) apresenta os dados semanais de estoques de petróleo bruto, com expectativa de queda de 2,3 milhões de barris na semana encerrada em 8 de maio.
… Em relatório nesta terça-feira, o DoE reduziu a projeção média do Brent para 2026, a US$ 95 o barril, mas elevou a estimativa para 2027, para US$ 79, em leitura que reforça a percepção de impactos mais prolongados da guerra sobre oferta, logística e fluxo global de petróleo.
MAIS AGENDA – Ainda no exterior, o principal dado do dia será o índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, às 9h30, após o CPI de abril reforçar a percepção de inflação mais resistente ligada ao choque de energia.
… A mediana aponta alta de 0,7% no índice cheio em abril e avanço anual de 5%, enquanto o núcleo deve subir 0,3% no mês e 4,4% em 12 meses.
… Também seguem no radar falas de dirigentes do Fed ao longo do dia, incluindo Susan Collins (12h30), Neel Kashkari (14h) e Lorie Logan (20h).
… Na Europa, a segunda leitura do PIB da zona do euro no primeiro trimestre e os números de produção industrial de março abrem o dia (6h), enquanto Christine Lagarde participa de evento na Alemanha à tarde (16h15).
WARSH – O Senado americano deve votar hoje a indicação de Kevin Warsh para substituir Jerome Powell na presidência do Fed. Ontem, o seu nome foi aprovado para integrar o Conselho de diretores, que encerra o breve mandato de Stephen Miran.
NO BRASIL – O destaque da agenda será o desempenho do varejo em março, em busca de sinais adicionais sobre a desaceleração da atividade econômica em meio ao ambiente de juros elevados e inflação resistente.
… A mediana do mercado (pesquisa Broadcast) aponta alta de 0,1% para as vendas do varejo restrito e avanço de 0,2% no varejo ampliado, com perda gradual de tração do consumo, embora as vendas de veículos devam sustentar parte do desempenho do varejo ampliado.
… O mercado também monitora os efeitos da inflação mais elevada, do crédito mais caro e do aumento do endividamento das famílias.
PESQUISA – Às 8h, a Genial/Quaest divulga nova rodada de pesquisa sobre avaliação do governo e cenário eleitoral para a Presidência da República. O levantamento também mediu a percepção do eleitorado sobre a proposta de ampliação da faixa de isenção do IR.
GALÍPOLO – Abre às 9h a IV Conferência Anual do BC, em Brasília, em um momento no qual o mercado recalibra expectativas para a Selic, após a piora qualitativa do IPCA de abril e a pressão adicional provocada pela alta do petróleo.
… O Banco Central também divulga o fluxo cambial semanal, às 14h30.
BALANÇOS – A temporada de resultados segue movimentada na B3, com destaque para Banco do Brasil (que fechou na mínima do dia, em queda de 1,02%, nesta terça-feira), Braskem, CSN, Rede D’Or e Americanas após o fechamento do mercado.
… Também divulgam números hoje CSN Mineração, Boa Safra, Casas Bahia, Equatorial Energia, Compass, CVC, Eneva, Positivo, Qualicorp e SLC Agrícola. A Oi suspendeu a divulgação do balanço, que estava prevista para depois do fechamento.
PETROBRAS – Em teleconferência para comentar o balanço, a presidente, Magda Chambriard, afirmou que a companhia deve promover “já, já” um aumento no preço da gasolina, embora ressalte a necessidade de preservar competitividade diante da concorrência com o etanol.
… Segundo ela, os subsídios ao diesel já acumulam R$ 1,50 desde o início da guerra, sendo R$ 0,70 nos primeiros 12 dias e R$ 0,80 após 15 dias.
… A Petrobras também reiterou que não vê risco estrutural de desabastecimento no mercado interno, apesar das tensões no Golfo Pérsico.
… Em relatório, o Itaú BBA estimou que o preço da gasolina vendido pela Petrobras está cerca de 36% abaixo da paridade internacional. No diesel, o banco avalia que os preços praticados nas refinarias estão próximos da paridade de importação.
… Na Bolsa, as ações da Petrobras não conseguiram acompanhar a nova alta do Brent (+3%), nesta terça-feira. PETR ON caiu 1,16% e PETR PN recuou 1,62%, em movimento de realização de lucros após o balanço trimestral, visto pelo mercado como misto.
FRIGORÍFICOS – A União Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar animais e produtos de origem animal ao bloco dentro das novas regras relacionadas ao uso de antimicrobianos na pecuária.
… A decisão foi publicada nesta terça-feira e passa a valer a partir de 3 de setembro de 2026, dentro do Regulamento (UE) 2019/6.
… Segundo a Comissão Europeia, o Brasil deixou de integrar a lista por não apresentar garantias suficientes de que não utiliza substâncias antimicrobianas proibidas para fins de crescimento ou ganho de rendimento animal.
… Com isso, o país poderá perder acesso ao mercado europeu para exportações de bovinos, aves, equinos, ovos e produtos de aquicultura.
… Argentina, Paraguai e Uruguai permaneceram autorizados a exportar carnes bovina, ovina e de aves ao bloco europeu, aumentando a pressão competitiva sobre os frigoríficos brasileiros em um momento de disputa global por mercados.
… A medida ocorre poucos dias após a vigência provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.
… O mercado acompanha o potencial impacto da decisão sobre empresas exportadoras de proteína animal, especialmente diante do peso da Europa em segmentos premium e da crescente exigência internacional em relação a rastreabilidade e padrões sanitários.
CURTAS DA POLÍTICA – A poucos meses da eleição, o presidente Lula voltou a reforçar medidas de apelo popular, diante do aumento da pressão sobre o custo de vida e do desgaste provocado pela inflação.
… Em movimento sem aviso prévio, o presidente assinou nesta terça-feira uma Medida Provisória que zera os tributos federais sobre compras internacionais de até US$ 50, encerrando a chamada “taxa das blusinhas”.
… O governo argumenta que a tributação implantada em 2024 ajudou a combater o contrabando e regularizar o setor, permitindo agora a retirada da cobrança federal. A medida passa a valer imediatamente após publicação no Diário Oficial.
LIMITE DO FGC. Investigado pela Polícia Federal por suposta ligação com Daniel Vorcaro, o senador Ciro Nogueira reapresentou proposta que amplia de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos por CPF em caso de quebra de instituição financeira.
… O texto também prevê revisão automática do limite a cada quatro anos.
… A chamada “emenda Master” já havia sido discutida em 2024 durante a tramitação de mudanças nas regras do Banco Central. Segundo a PF, mensagens interceptadas indicariam participação do banco de Vorcaro na elaboração da proposta, o que é negado pelo senador.
DOSIMETRIA. O deputado Paulinho da Força afirmou estar otimista com a validação da Lei da Dosimetria após reunião com o ministro Alexandre de Moraes. Segundo o parlamentar, Moraes indicou que o tema poderá ir a julgamento no STF ainda na última semana de maio.
… A lei, promulgada após derrubada de veto de Lula pelo Congresso, reduz penas de condenados pelos atos de 8 de Janeiro e beneficia diretamente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado.
… Moraes suspendeu temporariamente a aplicação da norma até análise das ações que questionam sua constitucionalidade no Supremo.
HOJE SÓ AMANHÃ – Passam-se os dias, semanas e meses e nada de a guerra apontar para um desfecho, arrastando a incerteza, ampliando o choque do petróleo e agora despertando o risco de alta do juro do Fed no ano que vem.
… Essa possibilidade, que algum tempo atrás sequer era cogitada, agora já aparece como aposta majoritária (40,8%) na ferramenta do CME para a reunião de abril do ano que vem, contra 29,8% de manutenção da política monetária.
… A expectativa de uma inflação mais persistente ganhou destaque ontem nos comentários hawkish do Fed boy Austan Goolsbee, que repetiu os alertas da semana passada de que os preços estão “indo na direção errada”.
… Segundo ele, as pressões inflacionárias não estão respondendo diretamente apenas ao petróleo e ao tarifaço. Em sua visão, o componente da inflação de serviços no CPI, divulgado ontem, indica que a economia está superaquecida.
… Ele considerou o dado pior que o esperado. “Temos um problema de inflação e precisamos trazê-la de volta para baixo. Os juros não devem cair no momento, devido ao difícil equilíbrio que o BC precisa manter”, afirmou.
… O CPI subiu 0,6% em abril na comparação com o mês anterior, em linha com o consenso do mercado. No acumulado em 12 meses, a alta foi de 3,8%, acima da expectativa de 3,7%, o maior valor desde maio de 2023.
… O núcleo do indicador de inflação ao consumidor, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, teve alta de 0,4% em base mensal, dentro do esperado. Na base anual, o núcleo cresceu 2,8%, acima do consenso de 2,7%.
… O core se distancia da meta de 2% e impõe desafios importantes à estreia de Kevin Warsh no comando do Fed.
… A divulgação do CPI coincidiu com mais um dia de rali do petróleo, detonado pelo impasse no acordo de paz entre os EUA e o Irã. O Brent subiu 3,41%, a US$ 107,77, e o WTI saltou 4,19%, rompendo US$ 100, a US$ 102,18.
… As taxas dos Treasuries cruzaram níveis psicologicamente relevantes: a da Note-2 anos operou acima de 4% na máxima, mas fechou a 3,991% (de 3,951% na véspera). A do T-Bond de 30 anos superou 5%, a 5,026% (de 4,979%).
RUIM LÁ E CÁ – Os obstáculos para um processo de desinflação não são exclusividade dos Estados Unidos e está aí o IPCA de abril para provar o desafio do Copom, que pode ter que parar os cortes antes se o petróleo seguir escalando.
… Um potencial reajuste da gasolina funcionaria como o grande driver de deterioração extra das expectativas inflacionárias, que em grande parte já superam o teto da meta de 4,5%. O Barclays estima IPCA de 5% no fim do ano.
… Mas não descarta inflação ainda mais pressionada, no caso de a Petrobras elevar os preços dos combustíveis.
… O economista-chefe para Brasil do banco britânico, Roberto Secemski, alerta que há risco crescente de alta para a projeção de Selic em 13,50% ao fim do ano. O quadro segue condicionado, em grande medida, à evolução da guerra.
… Economistas ouvidos pelo Valor concordam que o cenário de inflação em 2026 piorou muito a partir do choque de petróleo e deve ser afetado adicionalmente pelo El Niño, com a dinâmica de chuvas encarecendo os alimentos.
… De olho no petróleo e na dobradinha da inflação (IPCA e CPI nos EUA), os juros futuros ampliaram a alta ontem.
… No fechamento, o contrato de DI para Jan/27 subiu para 14,115% (contra 14,108% no ajuste anterior); Jan/28, a 13,810% (de 13,762%); Jan/29, a 13,750% (13,689%); Jan/31, a 13,815% (de 13,763%); e Jan/33, 13,885% (13,851%).
… A perspectiva, reforçada pelo IPCA, de que o Copom só tem espaço para cortes graduais da Selic (isso se não tiver que optar por uma pausa) mantém o carry trade atrativo e ajuda a blindar o câmbio da aversão a risco global.
… Além disso, o real continua tirando vantagem do avanço do petróleo. Assim, o dólar emplacou o seu terceiro pregão seguido abaixo de R$ 4,90. Fechou o dia praticamente estável, em alta marginal de 0,08%, a R$ 4,8954.
… A moeda resistiu por aqui à pressão externa do DXY, que subiu 0,4%, a 98,298 pontos, com o petróleo e o CPI rodando altos. Pressões para a renúncia do premiê britânico, Keir Starmer, derrubaram a libra (0,51%; US$ 1,3545).
… O euro caiu 0,39%, a US$ 1,1745, apesar de o integrante do BCE Joachim Nagel ter dito que o cenário-base do BC europeu já inclui dois aumentos na taxa básica de juros, sinalizando um aperto de 25 pontos-base em junho.
… O iene recuou para 157,57 por dólar, mesmo após comentários do secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, terem sido vistos como apoio à recente rodada de intervenção de Tóquio para sustentar a moeda japonesa.
… Após encontro com a premiê, Sanae Takaichi, ele disse que a volatilidade excessiva no câmbio é indesejável e que está confiante de que o BoJ conduzirá com sucesso a política monetária para evitar ficar atrás da curva.
A VOLTA DE QUEM NÃO FOI – Nas últimas semanas, o que se vê é a bolsa devolvendo ganhos muito rápido, depois de não ter conseguido cumprir a “profecia dos 200 mil pontos”, diante da reversão do apetite estrangeiro na B3.
… O Ibovespa perdeu ontem os 181 mil pontos, em baixa de 0,86%, aos 180.342,33 pontos, com giro de R$ 29 bilhões. O balanço da Petrobras não empolgou e os papéis desperdiçaram a chance de embarcar na alta do petróleo.
… PN caiu 1,62%, a R$ 45,68, e ON recuou 1,16%, a R$ 50,22. O diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Fernando Melgarejo, disse que a Petrobras não deve ter condição de pagar dividendos extraordinários este ano.
… Na véspera de seu balanço, BB registrou desvalorização de 1,02% e fechou na mínima de R$ 21,32. Também fecharam no vermelho Itaú PN (-1,14%, a R$ 39,87), Bradesco PN (-0,72%; R$ 17,96) e Santander (-0,65%; R$ 27,65).
… Vale apresentou leve perda de 0,24% (R$ 83,25), em sessão negativa também para o minério de ferro (-0,98%).
… Braskem PNA disparou 29,02% (R$ 11,70), após o JPMorgan elevar a recomendação dos papéis para overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) e subir o preço-alvo de R$ 10,50 para R$ 15,00.
… Em Nova York, com o petróleo e o CPI afastando a chance de cortes de juros pelo Fed no curto prazo, as bolsas interromperam os recordes e caíram: S&P 500, -0,16%, a 7.400,96 pontos; e Nasdaq, -0,71%, a 26.088,20 pontos.
… Só o Dow Jones subiu de leve (+0,11%), aos 49.760,56 pontos, com o suporte do setor de saúde.
CIAS ABERTAS NO AFTER – Carf suspendeu julgamento sobre cobrança bilionária da PETROBRAS, segundo o Valor…
… O processo voltará a ser analisado em julho e envolve autuação com valor original de R$ 4,48 bilhões, referente à cobrança de IRPJ e CSLL de 2018. Segundo fonte, o montante atualmente em discussão gira em torno de R$ 3,4 bi.
JBS teve lucro líquido de US$ 221 milhões no 1TRI26, queda de 56% contra um ano antes. A receita líquida somou US$ 21,61 bilhões, alta de 11%, enquanto o Ebitda ajustado caiu 25,8%, para US$ 1,13 bilhão…
… A Fitch afirmou o rating BBB- da companhia, com perspectiva estável.
ITAÚ UNIBANCO ON será incluído no índice MSCI Emerging Markets a partir do fechamento de 29 de maio.
PAGBANK teve lucro líquido recorrente de R$ 575 milhões no 1TRI26, alta de 3,8% contra um ano antes. A receita líquida somou R$ 3,335 bilhões, aumento de 6,4%. O ROAE anualizado ficou em 15,8%.
HAPVIDA confirmou nova diretoria, com Luccas Adib como CEO e Lucas Garrido como CFO.
AZZAS. Decisão liminar da Justiça manteve a estrutura organizacional e Roberto Jatahy à frente da gestão das unidades de vestuário feminino e masculino.
TRACK & FIELD pagará R$ 1,5 milhão em dividendos em 29 de maio, o equivalente a R$ 0,00101 por ação ordinária e R$ 0,01011 por ação preferencial. O pagamento será realizado com base na composição acionária de 30 de abril.
MOTIVA. O tráfego total de veículos equivalentes nas concessões rodoviárias comparáveis administradas avançou 5,2% em abril de 2026 na comparação com igual mês de 2025, para 86,5 milhões de veículos equivalentes.
CURY CONSTRUTORA teve lucro líquido atribuível aos controladores de R$ 302,9 milhões no 1TRI26, alta de 41,9%. Receita líquida totalizou R$ 1,6 bi no intervalo, aumento de 32,6%. Ebitda subiu 42,9% e somou R$ 411,4 milhões…
… A empresa aprovou distribuição de R$ 160 milhões em dividendos intercalares, equivalentes a R$ 0,5194 por ação.
MITRE teve lucro líquido de R$ 18,4 milhões no 1TRI26, alta de 63,6% contra um ano antes. A receita cresceu 19,1%, para R$ 285,1 milhões.
DASA teve lucro líquido de R$ 9 milhões no 1TRI26, ante prejuízo de R$ 111 milhões um ano antes. O Ebitda consolidado cresceu 28%, para R$ 573 milhões, enquanto a receita líquida avançou 8,6%, para R$ 2,037 bilhões.
CRUZEIRO DO SUL EDUCACIONAL teve lucro líquido de R$ 61,5 milhões no 1TRI26, queda de 28,8% contra um ano antes. O Ebitda ajustado caiu 16,3%, para R$ 210,4 milhões, e a receita líquida cresceu 4,5%, para R$ 702 milhões.
BRISANET teve lucro líquido de R$ 19 milhões no 1TRI26, queda de 6,5% contra um ano antes. A receita cresceu 15,9%, para R$ 453,9 milhões, enquanto o Ebitda avançou 20,4%, para R$ 191,8 milhões.
DESKTOP teve lucro líquido de R$ 9,6 milhões no 1TRI26, queda de 50,9% contra um ano antes. A receita cresceu 9%, para R$ 321,6 milhões, enquanto o Ebitda ajustado avançou 14%, para R$ 174,5 milhões.
AERIS teve prejuízo líquido de R$ 138 milhões no 1TRI26, piora de 40,3% ante um ano antes. A receita líquida caiu 49,8%, para R$ 105,6 milhões, enquanto o Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 27,5 milhões.
UNIPAR concluiu redomiciliação de subsidiária da Argentina para as Ilhas Cayman.
LUPATECH fechou contrato de R$ 125,3 milhões com a Petrobras para fornecimento de válvulas tipo esfera.
ETERNIT teve prejuízo de R$ 12,2 milhões no 1TRI26, piora de 14% contra um ano antes. A receita líquida recuou 6,5%, para R$ 262 milhões, enquanto o Ebitda recorrente ficou negativo em R$ 714 mil.
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