Giro das 15h: Fim da guerra prometido por Trump mantém bolsas em alta e petróleo em baixa
As bolsas seguem com altas expressivas nesta tarde, ainda embaladas pelas declarações dadas ontem por Donald Trump, de que o fim da guerra contra o Irã está próximo.
Hoje, Israel também alinhou seu discurso com os norte-americanos.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, afirmou que o país não busca uma guerra sem fim com o Irã e que coordenará com os EUA o momento de encerrar o conflito.
Apesar do viés positivo dos mercados, os ativos seguem voláteis e muito sensíveis às notícias da guerra, que, por sua vez, ainda são desencontradas.
Há pouco, o secretário de Energia, Chris Wright, fez uma publicação no X que afirmava que a Marinha dos EUA escoltou um petroleiro pelo Estreito de Ormuz, e pouco depois apagou o tuíte, sem maiores explicações.
O petróleo chegou a cair mais de 15% com a crença de que a passagem marítima estaria aberta finalmente.
Mas a queda é menos intensa agora (Brent/maio -13,48%, a US$ 85,62; WTI -14,45%, a US$ 81,08) diante da dúvida se os petroleiros estão mesmo atravessando o Estreito.
Em NY, Dow Jones (+0,84%); S&P500 (+0,57%); Nasdaq (+0,73%) dão sequência à alta iniciada no fim da tarde de ontem.
Aqui, o Ibovespa sobe forte (+2,03%, aos 184.585 pontos), com a volta do fluxo gringo, que derruba o dólar (-0,37%, a R$ 5,1448).
Os juros futuros também apontam para baixo (Jan/27 a 13,485%; Jan/33 a 13,530%).
Ouro fecha em alta de 2,7% com recuo do dólar e do petróleo
Após a queda de ontem, o ouro reagiu com alta firme nesta 3ªF, na esteira do enfraquecimento do dólar (DXY -0,52% há pouco) e do forte recuo do petróleo, na casa de 14% há instantes.
A reação veio após falas de Trump, ontem no fim o dia, de que a guerra contra o Irã estaria perto do fim. Ele também disse que os EUA poderiam assumir o controle do Estreito de Ormuz, garantindo o fluxo de petróleo global – o que trouxe alívio, pelo menos por enquanto, aos temores de disparada da inflação.
Com projeção de vitória que classificou como “decisiva”, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou hoje seria o “dia mais intenso” de ataques contra o Irã desde o início da guerra.
O contrato do metal precioso para abril fechou com ganho de 2,71% na Comex, cotado a US$ 5.242,10 por onça-troy.
Rumo sobe mais de 8% com notícia de venda de participação para Ultrapar e Perfin
As ações da Rumo sobem 8,66%, negociadas a R$ 17,32 (R$ 17,33 na máxima).
Procura acontece após notícia da Bloomberg de que haveria tratativas avançadas com a Ultrapar (UGPA3) e a Perfin para a aquisição de 30% da empresa.
O diretor financeiro do grupo Cosan, Rafael Bergman, negou hoje que haja engajamento no momento para a venda da controlada, embora tenha reconhecido que o tema não está fora de questão.
Bergman disse que a Cosan avalia a venda de participação em todos os negócios.
Em 2025, novos acionistas ingressaram na estrutura de controle da Cosan.
Desde então, o mercado passou a especular sobre possíveis desinvestimentos, incluindo a venda de participação na Rumo.