Fed e Copom decidem sob pressão do petróleo
… A superquarta concentra as atenções do mercado, com decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos sob a pressão persistente do petróleo, ainda elevado em meio ao impasse no Oriente Médio. O Fed deve manter a taxa, enquanto o Copom deve entregar novo corte de 0,25 ponto, em um cenário que combina inflação pressionada, atividade resiliente e incerteza externa. A agenda também é carregada de indicadores, com inflação e mercado de trabalho no Brasil, além de dados relevantes no exterior. No corporativo, o foco recai sobre as big techs em Nova York, enquanto, por aqui, Santander abre a temporada entre os bancos. No after, Vale caiu após resultado abaixo do esperado.
JUROS REFÉNS DA GUERRA –O Federal Reserve deve confirmar mais uma manutenção dos juros nesta quarta-feira (15h), com o foco do mercado menos na decisão e mais na mensagem que será transmitida pelo comunicado e por Jerome Powell na entrevista (15h30).
… O choque de energia e a incerteza geopolítica reduzem o espaço para qualquer sinalização de flexibilização no curto prazo.
… A leitura predominante é que a guerra no Oriente Médio deslocou o balanço de riscos para a inflação, levando o Fed a adotar uma postura mais cautelosa e dependente de dados — o que, na prática, prolonga o período de juros elevados.
… O tom de Powell ganha peso adicional por ocorrer às vésperas de sua substituição, reforçando a tendência de uma comunicação mais dura.
… A estratégia de “esperar para ver” deve prevalecer, em um cenário em que o risco inflacionário segue aberto e condicionado à evolução da guerra. Com isso, o mercado já começa a rever o timing de cortes, empurrando as expectativas mais à frente.
… A depender da evolução da guerra, serão inevitáveis os questionamentos sobre um alívio ainda neste ano.
… Já no Brasil, o Copom deve anunciar após as 18h30 um novo corte de 0,25 ponto na taxa Selic, para 14,50%, conforme amplamente precificado pelo mercado, desde que Galípolo justificou o início do processo de calibração citando a política de juros muito elevados.
… Ainda assim, o foco também está na comunicação, com a expectativa de reforço do tom cauteloso diante do ambiente mais incerto.
… Nesta terça-feira, embora tenha vindo ligeiramente abaixo do piso das projeções, o IPCA-15 de abril trouxe uma composição mais pressionada, com avanço de núcleos, difusão e bens industriais — combinação que sustenta uma condução mais conservadora da política monetária.
… Esse pano de fundo, somado à alta do petróleo e ao cenário externo mais desafiador, limita o espaço para uma aceleração do ritmo de cortes, consolidando a leitura de um ciclo mais gradual e dependente dos dados daqui em diante.
BIG TECHS E SANTANDER NO RADAR –A temporada de resultados do 1TRI ganha tração nesta quarta-feira, com quatro das “Sete Magníficas” — Microsoft, Alphabet, Amazon e Meta Platforms — divulgando seus números após o fechamento em Nova York.
… O bloco de tecnologia chega em um momento mais sensível, com o mercado já mostrando sinais de cautela diante do cenário geopolítico e da pressão sobre juros, o que aumenta a importância dos resultados para sustentar — ou não — o apetite por risco.
… Na Europa, o foco recai sobre os bancos, com Deutsche Bank, Santander e UBS, em ambiente ainda marcado por desafios na atividade.
… Já aqui, estão previstos os resultados de WEG e Santander Brasil antes da abertura, e Suzano, Multiplan e Motiva após o fechamento.
… No caso do Santander Brasil, as prévias apontam para um trimestre mais morno, com lucro ao redor de R$ 4 bilhões, refletindo uma estratégia mais conservadora de crédito e ajustes operacionais em meio à transição de comando.
VALE FRUSTRA –Os ADRs da Vale recuaram 1,55% no after hours em Nova York após a divulgação do balanço do primeiro trimestre, ontem à noite, com o mercado reagindo negativamente ao desempenho abaixo das expectativas.
… A companhia reportou lucro líquido de US$ 1,89 bilhão, alta anual de 36%, mas cerca de 25% abaixo das projeções, enquanto o Ebitda veio em linha, a US$ 3,9 bilhões. A leitura inicial sugere frustração com a geração de resultados, apesar do avanço na comparação anual.
… A Vale realizará teleconferência com analistas e investidores às 11h.
… Já Visa subiu mais de 5% no pós mercado, com números acima do esperado no segundo trimestre fiscal, reforçando a resiliência do consumo.
… A empresa reportou lucro ajustado por ação de US$ 3,31 e receita de US$ 11,23 bilhões, ambos acima das estimativas, com crescimento puxado pelo maior volume de pagamentos, transações internacionais e atividade processada.
MAIS AGENDA –Além das decisões do Fed, do Copom e dos balanços que prometem conduzir Wall Street, a agenda dos mercados inclui hoje indicadores relevantes de inflação, da atividade e do mercado de trabalho no Brasil.
… O dia começa com o IGP-M de abril (8h), com expectativa de forte aceleração: a mediana do Broadcast aponta alta de 2,69%, após 0,52% em março, com projeções entre 1,50% e 3,26%, refletindo principalmente o avanço dos preços industriais puxados pelo petróleo e derivados.
… Às 9h, o IBGE divulga a taxa de desemprego do trimestre até março, com mediana de 6,0%, ante 5,8% no período anterior, em movimento explicado pela sazonalidade do início de ano. Ainda assim, a leitura segue compatível com um mercado de trabalho resiliente.
… À tarde, o foco se divide entre fiscal e emprego formal.
… O Tesouro divulga o resultado primário de março (14h30), com expectativa de déficit ao redor de R$ 72 bilhões, pressionado pelo pagamento de precatórios, enquanto o Caged deve mostrar criação líquida de cerca de 155,9 mil vagas, mantendo o saldo positivo no ano.
… No exterior, antes do Fed saem dados importantes nos Estados Unidos, como encomendas de bens duráveis (projeção de +0,5% em março) e estoques de petróleo (queda esperada de 100 mil barris), além da decisão de juros do Banco do Canadá (10h45).
… Na Ásia, a noite traz PMIs da China, com o índice industrial projetado em 51,0 (de 50,8) e o composto em torno de 50,5.
WARSH – O Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos deve votar nesta quarta-feira (11h de Brasília) a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve, em um movimento que pode reforçar a expectativa de transição rápida.
IMPASSE PERSISTE –O conflito entre Estados Unidos e Irã segue sem uma solução concreta, mantendo o Estreito de Ormuz praticamente fechado e sustentando o choque no mercado de energia, com o petróleo negociado acima de US$ 100 o barril.
… Trump rejeitou a proposta inicial de Teerã, enquanto mediadores no Paquistão aguardam uma versão revisada nos próximos dias.
… O presidente americano afirmou que o Irã quer a reabertura do estreito “o mais rápido possível”, em meio ao impacto econômico da guerra, mas condiciona qualquer avanço a concessões mais amplas, incluindo o programa nuclear — ponto que segue travando o acordo.
… Ao mesmo tempo, Washington mantém o bloqueio aos portos iranianos, enquanto Teerã resiste em liberar totalmente a navegação.
… Segundo o Wall Street Journal, Trump tem dito a assessores para que se prepararem para um longo bloqueio dos portos do Irã. A estratégia tem o objetivo de enfraquecer financeiramente o regime iraniano.
… O ceticismo sobre uma solução rápida também cresce diante de divisões internas no Irã e da postura mais inflexível da Casa Branca.
… Os efeitos colaterais já se espalham: há racionamento de combustível em partes da Ásia e da África.
… O cenário no curto prazo segue dominado pela disrupção em Ormuz, ainda que haja potencial de aumento de produção no futuro com a saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep.
CURTAS DA POLÍTICA – A CCJ do Senado sabatina hoje Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal; o atual chefe da AGU precisa de ao menos 41 votos no plenário para garantir a indicação e a contagem está apertada.
… O governo reforçou a articulação: Lula exonerou ontem o ministro Wellington Dias, que retorna ao Senado para ampliar a base de apoio, e acelerou a liberação de emendas e as negociações de cargos nas duas últimas semanas.
… Na Câmara, a Comissão Especial da PEC que trata do fim da escala 6×1 será instalada hoje; o deputado Alencar Santana (PT-SP) deve presidir o colegiado e Léo Prates (Republicanos-BA) será o relator.
… No Estadão, o relator defendeu uma regra de transição para que o mercado se adapte à redução na jornada de trabalho. A intenção do presidente da Câmara, Hugo Motta, é votar a PEC até 28 de maio.
… Em sessão ontem à noite, a Câmara aprovou o piso constitucional da Assistência Social por ampla maioria (444 votos a 12), com impacto de estimado em R$ 38 bilhões a partir de 2027. O texto prevê a destinação obrigatória de pelo menos 1% da receita corrente líquida da União.
… A Genial/Quaest libera resultados de nova rodada de pesquisas nesta quarta-feira, com foco em Presidência, governo de SP e Senado.
… Levantamento da AtlasIntel divulgado ontem confirmou cenário apertado para 2026: em simulação de segundo turno, Lula aparece com 47,5% e Flávio Bolsonaro com 47,8%; rejeição ao governo segue elevada.
… No Dia do Trabalho, o presidente deve fazer pronunciamento em rede nacional, após manifestações esvaziadas nos anos anteriores. Lula deve citar pontos do novo programa de renegociação de dívidas (Desenrola 2.0).
… Apesar da força-tarefa para anunciar a medida até amanhã, o lançamento deve ficar para a segunda-feira.
… Dentro da agenda eleitoral, o governo editou ontem MP para abrir crédito extraordinário de R$ 330 milhões para a subvenção do gás de cozinha. A medida garante que o produto importado (GLP) seja comercializado pelo mesmo preço do produzido no País.
… O presidente Lula também promulgou o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, nesta terça-feira, afirmando que se trata de uma reação dos blocos à política unilateral do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Texto entra em vigor na sexta-feira, dia 1º.
NADA DE NOVO NO FRONT – A falta de novidades sobre a guerra e a percepção já consolidada de que o choque do petróleo vai aparecer hoje na comunicação das decisões de política monetária garantiram um dia morno ontem.
… Os juros futuros praticamente zeraram as altas à tarde, mas é difícil de atribuir este alívio ao IPCA-15 de abril.
… A prévia da inflação surpreendeu, ao vir levemente abaixo do piso das estimativas, de 0,90%, em alta de 0,89%. Ainda assim, não dá para dourar a pílula, porque o resultado foi mais do que o dobro verificado em março (+0,44%).
… Os preços vão rodando altos e devem justificar que o Copom vá mais devagar no ciclo de relaxamento monetário, com o petróleo que não para de subir e que fechou nesta terça-feira no patamar mais caro em quase um mês.
… De forma momentânea, o barril desacelerou, depois do anúncio inesperado dos Emirados Árabes de que vão sair da Opep+ já na sexta-feira, alegando que, sem obrigações perante o cartel, ganharão flexibilidade para as decisões.
… Traders interpretaram que o país pode aumentar sua produção quando acabar o conflito no Oriente Médio. A consultoria Capital Economics calcula que os Emirados Árabes podem adicionar cerca de 1 milhão de barris por dia.
… Apesar da potencial boa notícia para a oferta, o petróleo recuperou o ritmo. O contrato do Brent para junho subiu 2,79%, a US$ 111,26, enquanto o Estreito de Ormuz continua fechado e reduz o fluxo global da commodity.
… Trump não gostou da proposta iraniana de suspensão do bloqueio naval em Ormuz para início dos diálogos, deixando de fora questões nucleares, o que Washington já repetiu se tratar de uma questão central.
… Analista disse nas agências internacionais que “os alarmes vão soar alto” se o Estreito não reabrir em maio.
… Apesar do petróleo e do IPCA-15 pressionados, os juros futuros fecharam perto dos ajustes ontem, porque vinham antecipando nos últimos dias os impactos inflacionários e já estavam com bastante prêmio de risco embutidos.
… No fechamento, o contrato do DI para Janeiro de 2027 marcava 14,115% (de 14,133% no dia anterior); Jan/28, 13,725% (contra 13,732%); Jan/29, 13,580% (de 13,575%); Jan/31, 13,585% (13,594%); e Jan/33, 13,630% (13,647%).
… Também o câmbio terminou o dia com oscilações modestas. Na primeira metade do pregão, o dólar chegou a romper os R$ 5 (máxima de R$ 5,0163), mas pode ter chamado exportadores para vendas neste patamar.
… Ainda segundo traders no Broadcast, os negócios já podem estar sendo influenciados pelo briga da ptax. Além disso, o real se favoreceu da alta do petróleo, que fortalece as moedas de países produtores, como o Brasil.
… O dólar chega ao penúltimo pregão de abril com queda acumulada de 3,79% no mês e perdas no ano de 9,32%. O corte da Selic não muda nada para o carry trade, com o diferencial de juro contra os EUA amplamente vantajoso.
SAI POR CIMA – A decisão do Fed hoje deve ser a última sob o comando de Powell, que se despede bancando a independência, optando pelo conservadorismo em meio à guerra e resistindo às pressões de Trump para derrubá-lo.
… Existe o suspense se Powell pretende permanecer como diretor do Fed até janeiro de 2028 ou se irá sair de vez do BC americano. Qualquer indicação sobre os seus planos futuros pode influenciar na volatilidade dos mercados.
… Grandes bancos, como o Bank of America e o Goldman Sachs, esperam um único voto dissidente na reunião do Fed hoje, de Stephen Miran, indicado por Trump para um mandato-tampão e que deve votar por um corte de 25 pb.
… Na véspera da decisão, o índice DXY do dólar subiu 0,15%, a 98,640 pontos. O iene chegou a subir brevemente com o placar dividido do BC japonês (6 a 3) pela manutenção do juro, elevando a chance de uma alta em junho.
… Mas esgotou o fôlego e fechou em queda, cotado a 159,67 por dólar. O euro terminou o pregão praticamente estável (-0,08%), a US$ 1,1710, e a libra esterlina caiu 0,14%, a US$ 1,3514, à espera do BCE e BoE, amanhã.
… Antecipando o tom cauteloso do Fed com o impasse nas negociações com o Irã, as taxas dos Treasuries subiram: a da Note de dois anos foi para 3,835% (contra 3,798% na véspera) e a de dez anos avançou a 4,345% (de 4,337%).
… Já as bolsas americanas deram um tempo nos recordes, frustradas pela reportagem do Wall Street Journal apontando que a OpenAI não atingiu as metas de crescimento, o que levanta temor de investimentos em tecnologia.
… Segundo o Swissquote, a estrutura da IA está se construindo como um “castelo de cartas”.
… A notícia da OpenAI desencadeou liquidação no setor de tecnologia: Oracle levou um tombo de 4,07%, Nvidia perdeu 1,63%, AMD caiu 3,41% e também Amazon (-0,54%) e Meta (-1,07%) caíram na véspera dos seus balanços.
… O Nasdaq recuou 0,90%, aos 24.663,80 pontos, e também o S&P 500 passou por uma correção das máximas recentes, caindo 0,49%, para 7.138,80 pontos. Já o Dow Jones fechou estável (-0,05%), em 49.141,93 pontos.
SAI POR BAIXO – Na média, o Ibovespa está perdendo cerca de mil pontos por dia. O índice à vista da bolsa chegou ontem ao quinto pregão consecutivo de baixa, com perda acumulada de em torno de 7.500 pontos neste período.
… Na véspera do Copom, o Ibovespa entregou os 189 mil pontos. Fechou em baixa de 0,51%, aos 188.618,69 pontos, com giro mais uma vez abaixo do usual, de apenas R$ 23,8 bilhões, diante de sinais de saída de recursos estrangeiros.
… A B3 informou que houve retirada de R$ 1,5 bilhão de capital externo na sessão da última sexta-feira. Não se percebe ainda uma onda de fuga que assuste. Mas a presença gringa no Brasil vem se reduzindo gradualmente.
… À espera do balanço de ontem à noite, Vale caiu 1,30% (R$ 84,39), com desempenho pior do que a baixa de 0,89% do minério de ferro (-0,89%). Santander também operou em queda (-0,84%, R$ 29,42) antes do resultado de hoje.
… Ainda entre os principais bancos, Bradesco PN registrou desvalorização de 0,81%, para R$ 19,57, e BTG caiu 0,55% (R$ 60,18). Na ponta positiva, Itaú PN subiu 0,25%, cotado a R$ 44,10, e BB fechou em leve alta de 0,13% (R$ 22,54).
… Petrobras se beneficiou da alta do petróleo. O papel ON avançou 0,72%, a R$ 52,80; e PN, +0,32%, a R$ 47,52.
… Hapvida liderou as perdas do Ibovespa e afundou 8,44%, para R$ 12,04, após alerta da Fitch sobre a concorrência acirrada no setor de saúde. Assaí repercutiu mal (-5,74%; R$ 9,03) o resultado trimestral divulgado na véspera.
… Já Metalúrgica Gerdau, no day after de seu balanço, ficou no topo do Ibovespa, com salto de 4,55%, a R$ 9,88.
CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS pode reajustar gasolina nos próximos dias, disse a presidente Magda Chambriard, caso PL que libera uso de receitas do petróleo para compensar desonerações seja aprovado rápido…
BRASKEM. A Petrobras e a Novonor indicaram nomes para a nova composição do conselho de administração da petroquímica, cuja eleição ocorrerá hoje em assembleia geral ordinária.
ITAÚ. Ex-BC Diogo Guillen assumirá como economista-chefe a partir de 01/7, após cumprir quarentena…
… Itaú aprovou incorporação do Itaucard, com patrimônio avaliado em R$ 51,9 milhões, em reorganização societária que ainda depende de aval do Banco Central.
BANRISUL aprovou aumento de capital de R$ 400 milhões e política de dividendos de 40% do lucro líquido ajustado para 2026. O banco também pagará R$ 28,9 milhões em dividendos complementares. Ex em 05/05.
C6 interrompeu planos de emissão de bonds em dólar por não concordar com o prêmio pedido por investidores.
BRB. Governo do DF pediu garantia da União para empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao FGC para capitalizar o banco após perdas com o Master. FGC disse que caso Master teve impacto negativo de R$ 57,4 bilhões para o fundo.
SABESP. Assembleia aprovou desdobramento de ações na proporção de 1 para 5; ações ficam ex-desdobramento amanhã. Ações resultantes serão creditadas no dia 30 e refletidas na posição dos acionistas na abertura do dia 04/5.
NEOENERGIA teve lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no 1TRI26 (+28%), Ebitda de R$ 3 bilhões (+8%) e receita líquida de R$ 12,5 bilhões (+10%). A empresa também informou que pagará R$ 700 milhões em JCP. Ex em 20/05…
… A companhia comprou 1% de ações da Neoenergia Transmissão detidas pela GIC e retomou o controle.
NEOENERGIA PERNAMBUCO teve reajuste tarifário médio de 4,25% aprovado pela Aneel, com alta de 7,19% para alta tensão e 3,41% para baixa tensão.
EQUATORIAL ALAGOAS teve reajuste tarifário médio de 5,43% aprovado pela Aneel, com alta de 4,71% para clientes residenciais e 7,80% para industriais.
ULTRAPAR disse no 20-F que dívida, volatilidade do petróleo e incertezas regulatórias desafiam operações.
COMPASS deve quebrar jejum de quatro anos sem IPOs no Brasil, com oferta que pode superar R$ 5 bilhões, segundo o Estadão.
RUMO pagará R$ 201 milhões em dividendos (R$ 0,1084 por ação) em 30 de novembro.
GOL negou práticas contra livre concorrência após Cade abrir processo para investigar possível alinhamento de preços com a Latam.
HYPERA lucrou R$ 346,8 milhões no 1TRI26, revertendo prejuízo de R$ 141,1 milhões um ano antes. Receita líquida subiu 86,7%, para R$ 2 bilhões, e Ebitda das operações continuadas foi positivo em R$ 586,5 milhões.
HAPVIDA. Carlos Piani desistiu de concorrer ao conselho de administração na assembleia marcada para quinta-feira.
MINERVA aprovou distribuição de R$ 30,7 milhões em dividendos (R$ 0,0311 por ação), com pagamento em 13/5.
MBRF superou 50% de participação no mercado de margarinas do Nordeste em 2025. (Lauro Jardim/O Globo).
BIOMM. Alaska e LAPB adquiriram 26,15% do capital após venda de participação pelo BRB.
GAFISA. JPMorgan passou a deter 4,99% do capital da companhia.
ESPAÇOLASER aprovou grupamento de ações na proporção de 10 para 1.
VITRU. José Aroldo Alves Jr. assumiu como diretor-presidente, após renúncia de William Matos.
CRUZEIRO DO SUL pagará R$ 77 milhões em dividendos (R$ 0,21122 por ação) em 4 de junho.
AZEVEDO & TRAVASSOS fechou contrato para venda da Buriti Ambiental por R$ 8 milhões.
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