Bolsas europeias operam mistas depois das baixas da sessão anterior

Depois das baixas na 6ªF passada, as bolsas europeias operam mistas neste início de semana, que será mais curta devido ao feriado. Os investidores continuam com o foco nos desdobramentos da guerra no Oriente Médio, que completou um mês, em meio a notícias de que os EUA preparam operações terrestres.

Sem indicação de trégua, apesar das falas de Donald Trump de que as negociações de paz com o Irã avançam, o conflito segue influenciando a alta do petróleo, o que mantém as preocupações da influência dos riscos inflacionários nas próximas decisões de política monetária do BCE e de outros BCs europeus.

Há pouco, a bolsa de Londres subia 0,61%; a de Frankfurt tinha baixa de 0,05% e a de Paris cedia 0,02%. Por sua vez, os índices STOXX 50 (+0,06%) e STOXX 600 (+0,27%) avançavam.

Bolsas asiáticas despencam sob o peso da guerra

Os mercados seguem tensos com a escalada da guerra no Oriente Médio, que pressiona preços de energia e provoca reversão nas expectativas da política monetária. Os relatos são de preparativos de tropas americanas para uma possível operação terrestre.

O setor de tecnologia recua em uma combinação de realização de lucros e preocupações com o impacto da IA. KOSPI e Hang Seng, com forte presença de techs, perderam, respectivamente, -2,97% e -0,81%.

Já o Nikkei, além das perdas nesse setor, afundou 2,79% depois de Kazuo Ueda (BoJ) dizer ao parlamento que o BC estava acompanhando de perto os movimentos do iene e afirmar que irá “orientar a política monetária de forma adequada”.

Os comentários corroboram outras falas de autoridades do BoJ indicando que as taxas subirão.

Em Hong Kong, o Hang Seng caiu -2,97%; na China, o Xangai subiu +0,24% e o Shenzhen perdeu -0,25%; em Taiwan, o Taiex caiu -1,80%.

Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o conflito no Oriente Médio mantém o petróleo acima de US$ 100, elevando riscos inflacionários e pressionando juros globais. Bolsas em Nova York recuaram, com Treasuries em alta e expectativa de política restritiva por mais tempo. No Brasil, o Ibovespa caiu 0,64% aos 181 mil pontos, mas acumulou alta semanal com fluxo estrangeiro. O dólar recuou a R$ 5,24, enquanto o IPCA-15 reforçou inflação mais pressionada e convergência lenta à meta.