Petróleo registra alta menos intensa que nas sessões anteriores, com conflito no Oriente Médio no foco

Os contratos futuros do petróleo continuam registrando a tendência de alta neste quinto dia de conflito militar no Oriente Médio, mas com intensidade menor do que a vista nas sessões anteriores.

Movimento ocorre em meio à fala do presidente americano, Donald Trump, de que os EUA fornecerão garantias de seguro e escoltas navais para petroleiros que transitam pelo Estreito de Ormuz.

Analistas avaliam que os preços da commodity podem permanecer elevados em relação aos níveis de antes da guerra caso haja uma interrupção prolongada da rota marítima, pela qual é realizado o escoamento de cerca de 20% do consumo mundial do produto.

Há pouco, o WTI para abril subia 0,20%, a US$ 74,71; e o Brent para maio ganhava 1,04%, a US$ 82,25.

Bolsas europeias mostram recuperação após fortes perdas sob impacto da guerra no Oriente Médio

As bolsas europeias mostram recuperação nesta 4ªF, após as fortes perdas dos últimos dias provocadas pela guerra deflagada em conjunto por EUA e Israel contra o Irã.

Ainda assim, os investidores mantêm as preocupações em relação às tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente quanto à duração do conflito militar na região.

Ações dos setores de tecnologia e saúde se destacam positivamente e mesmo ativos dos segmentos de viagens e luxo, os mais prejudicados recentemente, subiram.

No campo econômico da Zona do Euro, o PPI subiu em janeiro, superando as expectativas do mercado, e a taxa de desemprego caiu ligeiramente no mesmo mês.

Há pouco, a bolsa de Londres avançava 0,38%; a de Frankfurt ganhava 1,25% e a de Paris subia 0,98%. Os índices STOXX 50 (+1,64%) e STOXX 600 (+1,26%) também registravam alta.

Bolsas asiáticas têm queda acentuada enquanto os mercados se preparam para choque energético

As bolsas asiáticas caíram acentuadamente, com os investidores fugindo do risco e se desfazendo de posições em semicondutores devido à preocupação de que a guerra no Oriente Médio provoque um choque no preço do petróleo, elevando a inflação e atrasando os cortes nas taxas de juros.

O impacto foi maior porque as economias asiáticas são mais vulneráveis ​​ao fechamento do Estreito de Ormuz e porque, no período que antecedeu a guerra, as tendências de crescimento eram muito acentuadas em muitas partes da Ásia, como a Coreia do Sul, um dos mercados mais fortes globalmente.

O KOSPI perdeu -12,06% e acumula perdas de 17% em dois dias, refletindo posicionamento saturado. Investidores estrangeiros retiraram mais de US$ 7 bilhões em duas sessões.

O Nikkei do Japão caiu -3,70% e o índice de referência de Taiwan recuou 4,35%. Na China, o Xangai caiu -0,98% e o Shenzhen -0,75%; em Hong Kong, o Hang Seng perdeu -2,01%.