Bolsas europeias operam majoritariamente em queda com Oriente Médio e IA no foco

As bolsas europeias operam majoritariamente no campo negativo nesta 2ªF, impactadas pelo aumento das tensões no Oriente Médio no fim de semana e pela pressão global sobre as ações do segmento de inteligência artificial.

A troca de ataques entre Israel e Irã, colocando em risco o frágil cessar-fogo na região, fez as cotações do petróleo começarem a semana em alta, após a queda na 6ªF, afetando o desempenho dos papéis de companhias aéreas. Lufthansa (-0,82%) e Air France (-1,99%), por exemplo, registram baixas.

Nesse contexto, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) reduziu quase pela metade a previsão de lucro anual em decorrência do choque do preço do combustível.

No setor de tecnologia, os ativos da ASM International recuam 0,74%, em meio às fortes perdas setoriais nos EUA e na Ásia.

Por sua vez, os investidores aguardam na próxima 5ªF a decisão sobre os juros do BCE, com os mercados precificando um aumento de 0,25 pp.

Há pouco, a bolsa de Londres tinha leve ganho de 0,05%; a de Frankfurt caía 0,55% e a de Paris baixava 0,05%. Os índices STOXX 50 (-0,20%) e STOXX 600 (-0,12%) também operavam em queda.

Bolsas asiáticas fecham em queda com escalada no Irã e crise no setor de tecnologia

As bolsas asiáticas fecharam em queda com tecnologia e IA liderando perdas em meio ao agravamento das tensões militares no Oriente Médio. 

O Kospi teve o pior desempenho (-8,29%), com fortes perdas das ações de Semicondutores. O Nikkei despencou -3,85%; Shenzhen e Xangai caíram 3,22% e 1,70%, respectivamente, o Hang Seng, -1,22%; Taiex -3,48%.

O movimento seguiu forte retração da IA em Wall Street, já que dados de emprego alimentaram preocupações sobre um período prolongado de juros altos.

Tensões geopolíticas se intensificaram após o Irã lançar vários mísseis em direção a Israel, aumentando as preocupações com a estabilidade do frágil cessar-fogo na região.

Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o payroll forte nos EUA reprecificou o ciclo de juros global e derrubou o Ibovespa a 169 mil pontos, menor nível desde janeiro. O dólar fechou a R$ 5,15 e a aposta majoritária para o Copom virou manutenção da Selic em 14,50%. Esta semana, CPI americano, decisão do BCE e IPCA doméstico podem confirmar o cenário ou virar o jogo.