BoJ abre rodada decisiva dos juros

… O Banco do Japão elevou os juros em 0,25 ponto porcentual, para 1%, no maior nível em mais de três décadas, abrindo uma sequência de decisões nesta semana que inclui Fed e Copom. Em um ambiente que mudou significativamente desde o fim de semana, investidores chegam à Superquarta com menor pressão geopolítica, após o acordo entre Estados Unidos e Irã derrubar o petróleo, reduzir os prêmios de risco globais e reforçar as apostas de corte da Selic. O foco agora se desloca da guerra para os próximos passos da política monetária, embora as negociações mais difíceis do acordo — envolvendo o programa nuclear iraniano e a estabilidade regional — ainda estejam por vir.

ACORDO AVANÇA, NEGOCIAÇÕES AINDA PREOCUPAM – O acordo entre Estados Unidos e Irã ganhou força nesta segunda-feira, após autoridades americanas confirmarem que o memorando já foi assinado eletronicamente e que a formalização ocorrerá na sexta-feira, em Genebra.

… O entendimento prevê uma trégua inicial de 60 dias, a reabertura do Estreito de Ormuz e o início de negociações sobre o programa nuclear iraniano, tema que acabou adiado para uma segunda fase das conversas, considerada a etapa mais difícil da negociação.

… A confirmação do acordo, no entanto, foi suficiente para derrubar o petróleo, reduzir os prêmios de risco globais e alimentar a percepção de que o pior cenário para os mercados ficou para trás.

… Na prática, investidores passaram a trabalhar com a reabertura de Ormuz como cenário-base, ainda que persistam dúvidas importantes sobre a velocidade da normalização do tráfego marítimo.

… Enquanto Donald Trump afirma que a principal rota de exportação de petróleo do mundo estará totalmente operacional já nesta semana, governos europeus alertam que operações de desminagem e segurança podem levar semanas para serem concluídas.

… As incertezas não se limitam à questão logística.

… Estados Unidos e Irã ainda não divulgaram o texto completo do memorando e já apresentaram interpretações diferentes sobre alguns de seus termos, incluindo a possibilidade de cobrança de taxas de navegação após o período inicial de 60 dias.

… Além disso, os temas mais sensíveis da negociação — como o enriquecimento de urânio, os estoques nucleares iranianos, os mecanismos de inspeção e a suspensão de sanções — ficaram para as próximas rodadas de discussão.

… Também permanecem indefinidos os incentivos econômicos previstos para Teerã. Enquanto autoridades iranianas falam em liberação de ativos e acesso a recursos para reconstrução, Trump passou o dia negando interpretações que sugerem pagamentos diretos dos EUA ao Irã.

… Outro foco de atenção continua sendo o Líbano. Embora o Hezbollah tenha comemorado o acordo e afirmado que os interesses libaneses foram contemplados nas negociações, Israel manteve um discurso de cautela.

… O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a luta contra o Irã “não acabou” e reiterou que as forças israelenses permanecerão em áreas consideradas estratégicas no Líbano, em Gaza e na Síria.

… Novos episódios de violência entre Israel e Hezbollah reforçaram a percepção de que a redução do risco geopolítico não significa o fim das tensões regionais. Mas, por enquanto, o mercado parece disposto a conceder um voto de confiança ao acordo.

… A sustentabilidade desse otimismo, porém, dependerá menos da assinatura prevista para sexta-feira e mais da capacidade de Washington e Teerã de avançar nas negociações nucleares e evitar que os conflitos paralelos da região comprometam a trégua recém-construída.

LADEIRA ABAIXO – A expectativa pela reabertura do Estreito de Ormuz derrubou os preços do petróleo. O Brent/agosto caiu 4,76%, para US$ 83,17, e o WTI/julho recuou 4,87%, para US$ 80,75, com a retirada de boa parte do prêmio de risco acumulado desde o início do conflito.

… A reação dos mercados sugere que investidores passaram a tratar a reabertura de Ormuz como cenário-base, reduzindo preocupações com interrupções prolongadas da oferta global de energia e devolvendo aos bancos centrais o protagonismo das discussões sobre inflação e juros.

… Apesar do forte ajuste nos preços, analistas ponderam que a normalização do fluxo marítimo deve ser gradual.

… Autoridades americanas falam em aumento progressivo do tráfego nas próximas semanas, já governos europeus alertam que operações de desminagem e segurança podem levar mais tempo para serem concluídas.

… “Duvidamos que o petróleo retorne aos níveis pré-conflito, abaixo de US$ 70 por barril”, afirmam analistas do MUFG. “Levará tempo para que o fornecimento seja restabelecido. Os estoques foram reduzidos e ainda há um prêmio de risco geopolítico.”

… Além dos desafios operacionais, permanecem dúvidas sobre alguns pontos do acordo.

… O memorando prevê navegação gratuita em Ormuz durante os primeiros 60 dias, mas autoridades iranianas já indicaram que poderão discutir algum tipo de cobrança posteriormente, hipótese rejeitada pelos Estados Unidos.

… Ainda assim, grandes instituições financeiras avaliam que o movimento predominante tende a ser de acomodação dos preços. O Citi projeta o Brent a US$ 75 no 3TRI e a US$ 70 no fim do ano, enquanto a Lombard Odier mantém estimativa de US$ 78 nos próximos 12 meses.

… Para o mercado, a principal mudança é que o debate deixou de ser sobre risco de escassez e voltou a ser sobre a normalização da oferta.

CORTE GANHA FORÇA, MAS PAUSA SE APROXIMA – O acordo entre Estados Unidos e Irã reforçou a percepção de que o Copom deve promover mais um corte de 0,25 ponto porcentual na Selic nesta quarta-feira, levando a taxa de 14,50% para 14,25%.

… A queda do petróleo, o recuo dos juros futuros e a redução dos prêmios de risco globais ajudaram a consolidar a expectativa de flexibilização, que chegou a ser colocada em dúvida na semana passada com a escalada das tensões no Oriente Médio.

… O alívio externo, porém, não altera a avaliação de que o ciclo está próximo do fim.

… Economistas ouvidos pela Broadcast avaliam que este deve ser o último ou, na melhor das hipóteses, o penúltimo corte consecutivo do Banco Central, diante da piora das expectativas de inflação, da atividade ainda resiliente e da proximidade do período eleitoral.

… O desafio para a autoridade monetária é que os fatores que sustentam uma postura mais cautelosa continuam presentes.

… A mediana do Focus para a Selic no fim de 2026 subiu para 13,75%, enquanto as projeções de inflação seguem distantes da meta. Para 2027, atual horizonte relevante da política monetária, a expectativa para o IPCA avançou para 4,10%, acima do centro da meta de 3%.

… Nesse contexto, a atenção do mercado deve se concentrar menos na decisão em si e mais na comunicação do Comitê.

… A expectativa é de que o BC mantenha a porta aberta para novos ajustes, mas adote um tom mais cauteloso e hawkish, reconhecendo que o espaço para cortes adicionais ficou mais estreito diante da deterioração do cenário inflacionário.

… O Santander avalia que inflação, atividade econômica e mercado de trabalho continuam compondo um quadro desconfortável para a política monetária. Para o banco, o Comitê deve manter os próximos passos em aberto, reforçando a dependência dos dados.

… Em suma, o acordo no Oriente Médio reduziu os argumentos para uma pausa imediata, mas não eliminou os fatores que vêm limitando o espaço para cortes. O Copom deve cortar amanhã, enquanto prepara o mercado para os próximos passos da Selic.

G7 ENTRE GUERRA E COMÉRCIO – A cúpula do G7, em Évian, foi dominada nesta segunda-feira pelas discussões sobre o acordo entre Estados Unidos e Irã e seus desdobramentos para a segurança energética global.

… Trump voltou a afirmar que o Estreito de Ormuz estará totalmente reaberto até sexta-feira, mas foi então que líderes europeus demonstraram cautela quanto ao cronograma e defenderam mais clareza sobre os termos do entendimento.

… Em paralelo, o presidente Lula intensificou a agenda bilateral à margem da cúpula.

… Em reunião com Emmanuel Macron, discutiu cooperação em defesa, projetos conjuntos na região da Guiana Francesa e do Amapá e iniciativas na área de tecnologia, incluindo o apoio francês à aquisição de supercomputadores pelo Brasil.

… A expectativa também é de que as conversas bilaterais sejam usadas para discutir as novas barreiras comerciais dos Estados Unidos.

… Segundo a CNI, as medidas em análise podem elevar para 37,5% as tarifas incidentes sobre mais de 30% das exportações brasileiras ao mercado americano, afetando produtos como ferro gusa, açúcar, etanol e derivados de madeira.

… A entidade defende uma solução negociada e avalia que a escalada tarifária prejudicaria cadeias produtivas dos dois países.

CURTAS DA POLÍTICA – A semana terá uma nova rodada de levantamentos eleitorais para 2026. CNT/MDA (11h), 100% Cidades e American Analytics divulgam pesquisas nesta terça-feira, enquanto o Datafolha publica seu levantamento na sexta-feira.

REFORMA SOB ATAQUE. Flávio Bolsonaro voltou a defender a suspensão da reforma tributária por um ano, caso seja eleito presidente. Ele afirmou que pretende promover um “tesouraço geral” em normas regulatórias e defendeu uma redução mais ampla da carga tributária.

EDUARDO NO STF. O ministro Alexandre de Moraes manteve para esta terça-feira o julgamento da ação penal contra Eduardo Bolsonaro, acusado de coação no curso do processo relacionado às investigações sobre a tentativa de golpe após as eleições de 2022.

VORCARO SEM ACORDO. A PGR rejeitou a proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dias depois de a Polícia Federal também descartar um acordo de colaboração.

AGRO REBATE FAZENDA. Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Pedro Lupion, contestou as estimativas da Fazenda sobre o impacto fiscal da renegociação das dívidas rurais. Segundo ele, o custo anual da medida seria de R$ 3,5 bilhões, bem abaixo dos valores informados.

MAIS AGENDA – O mercado inicia a terça-feira ainda absorvendo os desdobramentos do acordo entre os Estados Unidos e o Irã, que reduziu os prêmios de risco globais, derrubou o petróleo e reforçou a expectativa de corte da Selic nesta quarta-feira.

… A atenção hoje segue voltada para a evolução das negociações sobre o programa nuclear iraniano e para os debates em torno da reabertura do Estreito de Ormuz, tema que continua dominando a cúpula do G7.

… No Brasil, o principal destaque da agenda é a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de abril, que será divulgada às 9h e pode oferecer novos sinais sobre o ritmo da atividade econômica na véspera da decisão do Copom.

… A mediana das estimativas (pesquisa Broadcast) aponta queda de 0,7% nas vendas do varejo restrito e alta de 0,2% no varejo ampliado.

… Mais cedo, saem a segunda prévia do IPC-S e o IGP-10 de junho (8h), que deve desacelerar para 0,40% (mediana), de 0,84% em maio.

… Nos Estados Unidos, o foco recai sobre os dados de construção de moradias e permissões para novas obras (9h30).

JAPÃO HOJE – O BoJ elevou os juros em 0,25 ponto porcentual, levando a taxa básica para 1%, no maior nível em mais de três décadas.

… A expectativa era amplamente majoritária no mercado e reflete a combinação de inflação persistente, iene enfraquecido e preocupação crescente com os efeitos da alta dos custos de energia sobre a economia japonesa.

… O encontro desta semana também ocorreu em um momento delicado para a autoridade monetária.

… Embora o acordo entre Estados Unidos e Irã tenha reduzido parte das pressões sobre o petróleo, analistas avaliam que os preços da energia devem permanecer elevados para os padrões japoneses, mantendo o desafio inflacionário no radar.

… O comportamento do iene também continua sendo uma preocupação.

… A moeda segue próxima de níveis que já provocaram intervenções do governo no mercado de câmbio em ocasiões anteriores, ampliando o custo das importações e reforçando a pressão sobre os preços domésticos.

CHINA – Ainda na Ásia, a produção industrial chinesa divulgada nesta terça-feira subiu 4,5% em maio, na comparação anual, representando uma aceleração em relação a abril (4,1%), e veio acima das expectativas de analistas consultados pela FactSet (4,3%).

… Já as vendas no varejo chinês tiveram queda de 0,6% em maio, na base anual, acima da expectativa de queda de 0,3% do consenso da FactSet.

EM RITMO DE FESTA – A confirmação do acordo entre EUA e Irã reacendeu o apetite por risco em Wall Street, com investidores partindo para compra de ações de tecnologia e de setores penalizados pela guerra, como aviação.

… O índice Dow Jones subiu 0,92% e renovou seu recorde de fechamento, aos 51.671,03 pontos. O S&P 500 ganhou 1,65%, aos 7.554,29 pontos. Já o Nasdaq disparou 3,07%, aos 26.683,94 pontos.

… Western Digital (+16,10%), Micron (+10,84%), AMD (+6,98%), Boeing (+4,52%) e Nvidia (+3,54%) ficaram entre os destaques positivos. Já as petroleiras Marathon (-4,83%) e Chevron (-3,64%) sentiram o tombo da commodity.

… SpaceX (+19,60%, a US$ 192,50) mostrou em seu segundo pregão que o céu é o limite, depois de já ter disparado 19,2% na estreia, sexta-feira.

RESCALDO – A confirmação do acordo entre Estados Unidos e Irã no fim de semana e o novo tombo do petróleo deram suporte para os DIs continuarem queimando prêmios ontem, embora em menor intensidade do que na sexta.

… O mercado segue ajustando posições nos juros futuros para a decisão do Copom de amanhã, com a aposta de corte de 0,25 pp ganhando força, conforme a queda expressiva do petróleo reduz as pressões inflacionárias.

… Jason Vieira, da Lev Investimentos, disse ao Broadcast que o fechamento da curva é um ajuste “aos eventos no Oriente Médio, ainda que parte do mercado esperasse um dólar mais fraco, o que acabou não acontecendo”.

… “Uma vez concretizado, o acordo ajuda os vértices mais longos da curva.” Para Vieira, a melhora externa deve ajudar o Copom a explicar a nova redução da Selic. “Era mais complicado justificar o corte [uma semana atrás]”.

… Na agenda do dia, além de mostrar nova piora nas projeções de inflação, o boletim Focus também revisou para cima as previsões para a Selic no fim de 2026 (de 13,50% a 13,75%), de 2027 (de 11,50% para 12%) e de 2028 (de 10,00% a 10,25%).

… Mas, a piora nas projeções não prejudicou a queda das taxas.

… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,240% (de 14,351% no ajuste anterior); Jan/28 a 14,355% (14,512%); Jan/29 a 14,330% (14,449%); Jan/31 a 14,240% (14,329%); e Jan/33 a 14,225% (14,307%).

BANHO-MARIA – O dólar chegou a cair para R$ 5,0269 (-0,68%) na mínima do dia, com o mercado reagindo à melhora do cenário externo, mas a moeda ganhou força de tarde e encerrou em leve alta de 0,10%, a R$ 5,0668.

… A nova queda do petróleo, movimento que prejudica moedas de países exportadores da commodity, como o Brasil, e também o cenário eleitoral ajudaram na recuperação da divisa americana.

… Pesquisa BTG/Nexus mostrou que Lula abriu vantagem sobre Flávio Bolsonaro e seria reeleito no 2º turno com 49%, contra 43% do senador. Na pesquisa anterior, Lula ganharia por 47% a 43%, mas no limite da margem de erro.

… O chefe de estratégia do ING, Chris Turner, mantém posição neutra em relação ao real. Em relatório, ele afirmou que a moeda brasileira sofreu recentemente com o estresse no mercado de juros local.

… “Além disso, Lula tomando a dianteira nas pesquisas eleitorais parece ter pesado sobre o real.” Porém, Turner observa que é muito “caro” apostar contra o real, em razão dos juros locais ainda muito elevados.

NEM COM REZA BRAVA – A bolsa brasileira bem que tentou seguir o apetite por risco visto lá fora. O Ibovespa chegou aos 174.228,27 pontos (+1,81%) na máxima do dia, mas perdeu fôlego de tarde, sem maiores explicações.

… O índice terminou em baixa de 0,42%, aos 170.415,13 pontos, com bom giro financeiro, de R$ 29,5 bilhões. Operadores citaram de tudo um pouco para justificar a virada do mercado doméstico para o campo negativo.

… Mas, sobretudo, a migração de fluxo estrangeiro de mercados emergentes para ações de tecnologia americanas.

… O que pesou mais sobre o Ibovespa foi a forte queda do petróleo, que acabou pressionando Petrobras (ON -5,30%, a R$ 43,74; e PN -5,15%, a R$ 39,06) e outras empresas do setor, que figuraram entre as maiores baixas.

… Prio ON (-6,91%; R$ 57,10) liderou a lista, seguida por PetroRecôncavo ON (-6,50%; R$ 10,22) e pelos dois papéis da estatal.

… A sessão também foi negativa para a maioria dos bancos: Bradesco PN (-0,84%, a R$ 17,65), Itaú PN (-0,49%, a R$ 40,40), BB ON (-0,36%, a R$ 19,39) e Santander unit (-0,15%, a R$ 27,09). A exceção foi BTG unit (+0,97%, a R$ 50,88).

… A Vale subiu firme (+2,51%, a R$ 81,16), superando com folga o minério de ferro (+0,72%). Embraer ON (+7,06%, a R$ 77,99) liderou os ganhos do Ibovespa, seguida de Cury ON (+3,02%; R$ 33,08) e Bradespar PN (+2,72%; R$ 23,03).

… Em seu segundo pregão de negociação, os BDRs da SpaceX (SPCX34) terminaram na máxima de R$ 64,96, com alta de 18,67%.

CIAS ABERTAS NO AFTER – BRASKEM. Justiça Federal de Alagoas aceita denúncia do MPF e torna petroquímica ré em ação penal sobre afundamento de cinco bairros em Maceió.

… Fissuras em imóveis, crateras e tremores de terra levaram moradores a deixarem suas casas na região afetada. Empresa disse que se pronunciará oportunamente nos autos do processo.

ITAÚSA. Conselho aprovou o pagamento de juros sobre capital de R$ 1,547 bilhão, equivalente a R$ 0,138 brutos por ação. Pagamento será até 31/8. Ação fica ex-JCP em 19/6.

TELEFÔNICA BRASIL. Conselho aprova distribuição de R$ 230 milhões em juros sobre capital, equivalentes a R$ 0,07197 por ação. Pagamento será feito até 30 de abril de 2027, com base na posição acionária de 26 de junho.

VIBRA distribuirá R$ 558,180 milhões em juros sobre capital, ou R$ 0,46662 brutos por ação. Papéis ficam ex-JCP no dia 23. Pagamento será feito até 15 de outubro de 2027.

SABESP. Claudio Kawa Hermolin assumirá nova Diretoria de Experiência do Cliente. Débora Pierini Longo deixará Diretora de Operação e Manutenção para liderar o projeto de implantação do Centro de Operações Integradas (COI).

… Roberval Tavares passará a acumular interinamente os cargos de Diretor de Engenharia e Operação

GERDAU assina proposta vinculante para comprar fatia de 23% da COPEL na Dona Francisca Energética (Dfesa). Transação considera um valor da empresa de R$ 150 milhões.

MOTIVA. ViaQuatro firmou com governo de SP aditivo para extensão da Linha 4 do metrô até Taboão da Serra; investimentos totalizam R$ 676,8 milhões.

RANDONCORP. Goldman Sachs passa a deter 5,03% das ações PN.

COMPASS distribuirá R$ 405,542 milhões em dividendos, ou R$ 0,56783 por ação. Pagamento será feito no dia 29 de junho. Ações estão ex-dividendo desde 5 de maio.

TRISUL. Jorge Cury Neto deixou cargo de diretor-presidente para assumir a presidência do conselho de administração. João Eduardo de Azevedo Silva, atual diretor de operações, será o novo CEO.

… Michel Esper Saad Junior, então presidente do conselho, passará para a vice-presidência do colegiado.

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Caros amigos, bom dia!Iniciamos as transmissões

Caros amigos, bom dia!
Iniciamos as transmissões do BDM Online com o BDM Morning Call, que traz as expectativas da pré-abertura.

BDM Morning Call: BoJ abre rodada garantida dos juros 

[16/06/26] O Banco do Japão elevou os juros em 0,25 ponto porcentual, para 1%, no maior nível em mais de três décadas, abrindo uma sequência de decisões nesta semana que inclui Fed e Copom. Em um ambiente que mudou significativamente desde o fim da semana, os investidores chegam à Superquarta com menor pressão geopolítica, após o acordo entre Estados Unidos e Irã derrubar o petróleo, reduzir os prêmios de risco globais e fortalecer as apostas de corte da Selic. O foco agora se desloca da guerra para os próximos passos da política monetária, embora as negociações mais difíceis do acordo — envolvendo o programa nuclear iraniano e a estabilidade regional — ainda estejam por vir. (Rosa Riscala)

Leia o BDM Morning Call na íntegra acessando o link
www.bomdiamercado.com.br

++  ⚠️Boj sobe o juro japonês em 0,25pp, para 1%

++  ⚠️Boj sobe o juro japonês em 0,25pp, para 1%, maior nível em mais de 30 anos