Bolsas europeias operam sem direção única com petróleo e decisões dos BCs no radar

As bolsas europeias operam sem direção única nesta véspera de feriado, com os mercados acompanhando o comportamento do petróleo, com os preços elevados diante do persistente impasse nas negociações de paz, em meio a notícias de que os EUA estariam considerando novas ações militares contra o Irã.

Os investidores também aguardam as decisões de política monetária do BoE e do BCE, que devem manter as taxas inalteradas como fez ontem o Fed.

No campo econômico, o PIB da Zona do euro cresceu somente 0,1% no 1TRI, sob os efeitos do conflito no Oriente Médio. Já a inflação anual prévia em abril alcançou o nível mais alto desde setembro (3%).

Há pouco, a bolsa de Londres subia 1,10%; a de Frankfurt tinha leve alta de 0,30% e a de Paris cedia 0,51%. Os índices STOXX 50 (-0,25%) e STOXX 600 (+0,29%) operavam mistos.

Bolsas asiáticas fecham majoritariamente em queda com petróleo, perspectivas do Fed e resultados de Tecnologia

A maior parte das bolsas asiáticas fechou em queda em meio à forte alta no petróleo, que segue pautando o mercado, com o Brent acima de US$ 120 por barril na máxima.

Decisão do Fed de manter juros estáveis, com Jerome Powell alertando para os riscos de inflação elevada, ficaram no radar.

Samsung caiu 2,43%, revertendo os ganhos depois de bater recorde histórico, levando o Kospi a fechar em queda de 1,38%. O Nikkei do Japão caiu 1,06%; o Taiex de Taiwan perdeu 0,75%.

Os dados econômicos reforçaram a cautela. A produção industrial do Japão sinalizou fragilidade e o varejo superou as estimativas. Na China, PMI do setor manufatureiro manteve-se acima da marca de 50.

Xangai ficou praticamente estável (+0,11%); o Shenzhen perdeu -0,09%. Já o Hang Seng de Hong Kong caiu 1,28%.

Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a Super Quarta trouxe um Fed mais cauteloso e um Copom hawkish, redesenhando o equilíbrio de riscos nos mercados. O Fed manteve juros, mas sinalizou dificuldade em iniciar cortes, empurrando expectativas para 2027. No Brasil, o Caged forte e o corte de 0,25 p.p. na Selic, para 14,50%, pressionaram a curva de juros. O Ibovespa caiu 2,05% e o dólar fechou acima de R$ 5,00. Hoje, foco no PCE nos EUA e resultado primário no Brasil.