Petróleo volta a disparar com sinais de dificuldade nas negociações EUA-Irã
Trump voltou a sinalizar prazo de quatro a seis semanas para a guerra
Após recuarem ontem, os contratos futuros de petróleo voltaram a disparar nesta 5ªF, com a guerra entre EUA e Irã prestes a completar um mês.
O cenário atual é marcado por mensagens contraditórias de Washington e Teerã sobre o andamento das negociações de paz, enquanto os contínuos ataques com mísseis no Oriente Médio e o bloqueio persistente do Estreito de Ormuz mantêm a pressão sobre os preços da commodity.
Hoje à tarde, Trump admitiu não saber se os EUA serão capazes de fechar um acordo final para o fim do conflito, após ameaçar novamente o Irã, e reiterou a estimativa de “quatro a seis semanas” para cumprir a missão planejada.
Reconheceu também que reabrir Ormuz permanece sendo um grande desafio, embora tenha voltado a sinalizar a chance de uma “coalização” para resolver essa questão.
Do lado iraniano, a primeira reação foi considerar a proposta de paz dos EUA “unilateral e injusta”, elevando a tensão sobre possíveis negociações futuras.
No fechamento, o contrato do Brent para maio subiu 5,66%, a US$ 108,01 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês avançou 4,61%, a US$ 94,48 por barril na Nymex.