Petróleo volta a disparar com incertezas sobre acordo entre EUA e Irã

Trump diz agora que houve contato “com as pessoas certas”

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Os contratos futuros de petróleo voltaram a disparar nesta 2ªF, reagindo ao fracasso nas negociações de paz entre EUA e Irã ocorridas no fim de semana, no Paquistão.

As cotações superaram novamente a marca de US$ 100 o barril no início dos negócios, com a notícia de que os EUA iniciaram um bloqueio aos portos e áreas costeiras iranianas.

Em reação, Teerã ameaçou retaliar contra os portos de seus vizinhos do Golfo, colocando em risco o já frágil cessar-fogo de duas semanas, que expira em 22 de abril.

No início da tarde, Trump disse que o Irã entrou em contato com seu governo para retomar as negociações, afirmando que houve contato com “as pessoas certas”, e que haveria disposição de um acordo, sem dar detalhes.

O Irã ainda não confirmou esse posicionamento e o Estreito de Ormuz segue com a passagem extremamente limitada.

Outra notícia do dia veio da Opep+, que reduziu a previsão para a demanda mundial de petróleo no 2TRI em 500 mil bpd, citando o impacto da guerra. O resultado agora deverá atingir média de 105,07 milhões de barris por dia no período, abaixo da previsão anterior de 105,57 milhões.

Ainda no segmento, o chefe da AIE, Fatih Birol, afirmou hoje que os preços do petróleo ainda não refletem a crise de abastecimento sem precedentes com o conflito no Oriente Médio, mas em breve isso acontecerá.

No fechamento, o contrato do Brent para junho subiu 4,36%, a US$ 99,36 por barril na ICE, enquanto o WTI para maio avançou 2,60%, a US$ 99,08 por barril na Nymex.

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