Petróleo sobe com impasse sobre acordo e ameaça de novos ataques dos EUA/Israel ao Irã
Netanyahu minimiza divergências e diz que tem objetivos em comum com Trump
Os contratos futuros de petróleo subiram nesta 4ªF, pela terceira sessão consecutiva, com o movimento ganhando força após Netanyahu declarar à CNBC que Israel e os EUA estão preparados para atacar o Irã novamente, se necessário.
Ele minimizou os atritos recentes com Trump, chamando de “divergências táticas”, e afirmou que ambos têm objetivos em comum, entre eles desarmar o Hezbollah, por exemplo.
O Irã se recusa a aceitar um acordo com os EUA para reabrir o Estreito de Ormuz, crucial para o abastecimento global de petróleo, até que Israel cesse seus ataques no Líbano e se retire do país.
Enquanto isso, as partes voltaram a trocar ataques militares, demonstrando a fragilidade do cessar-fogo atual.
A mídia iraniana noticia que as negociações estariam suspensas, o que é negado pelo lado americano.
O dia teve ainda a divulgação, pelo DoE, de que os estoques de petróleo nos EUA caíram em 7,974 milhões de barris na semana passada, ante consenso de -3,3 milhões, segundo analistas consultados pelo The Wall Street Journal.
No fechamento, o contrato do Brent para agosto subiu 1,89%, a US$ 97,81 por barril na ICE, enquanto o WTI para julho avançou 2,41%, a US$ 96,02 por barril na Nymex.