Petróleo sobe com horizonte incerto sobre escolta de navios em Ormuz
Trump criticou a Otan por não se envolver na guerra contra o Irã
Após a pausa de ontem, os contratos futuros de petróleo voltaram a subir nesta 3ªF, com o Brent quase encostando em US$ 105 o barril na máxima do dia, enquanto países aliados dos EUA se mostram relutantes em escoltar petroleiros no Estreito de Ormuz.
Em resposta, Trump usou sua rede social para dizer que não precisa de ajuda nessa operação e que a Otan estaria cometendo “um erro tolo” em não querer se envolver na guerra contra o Irã.
Em meio ao impasse, as refinarias de petróleo da Ásia estão intensificando as compras de petróleo bruto de fora do Oriente Médio, informou a Bloomberg.
A agência noticiou ainda que, mesmo que os EUA consigam reunir uma coalizão de países para fornecer escolta em Ormuz, qualquer impacto seria limitado, longe de um retorno ao tráfego normal.
É provável que seguradoras e bancos continuem cautelosos com rotas próximas ao Irã, onde a exposição às sanções e o risco de ataque dificultam a subscrição ou o financiamento das viagens.
No fechamento, o contrato do Brent para maio subiu 3,20%, a US$ 103,42 por barril na ICE, enquanto o WTI para abril avançou 2,90%, a US$ 96,21 por barril na Nymex.