Petróleo sobe após Irã adiar negociações para acordo permanente, mas Brent cai 7,8% na semana
Após novos ataques, Israel e Hezbollah concordaram com um cessar-fogo
Os contratos futuros de petróleo tiveram uma sessão volátil nesta 6ªF, marcada pelo adiamento das negociações para um acordo de paz permanente entre EUA e Irã devido à intensificação dos combates no sul do Líbano.
A notícia puxou as cotações pela manhã, mas o movimento perdeu força depois que um cessar-fogo foi acordado entre Israel e o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã – com ambos os lados se comprometendo com a trégua se não forem atacados. Perto do fechamento, as cotações voltaram a subir.
O adiamento das negociações representa um revés para os esforços dos EUA em encerrar a guerra e conter o programa nuclear de Teerã, sem nenhuma indicação de uma nova data de início para as discussões.
Enquanto isso, um dos focos principais de analistas e investidores permanece sendo as condições futuras do Estreito de Ormuz, por onde escoa cerca de 20% do petróleo global.
Em entrevista à Al Jazeera, o vice-ministro de Relações Exteriores, Saeed Khatibzadeh, afirma que, após o período de 60 dias sem pedágio estipulado no acordo, um novo mecanismo para a gestão da hidrovia será introduzido e apresentado aos países da região.
No fechamento, o contrato do Brent para agosto subiu 0,90%, a US$ 80,57 por barril na ICE, acumulando queda de 7,8% na semana.
Com o mercado americano fechado em razão do feriado de Juneteenth, o WTI para o mesmo mês negociava em alta de 0,91% há pouco no sistema eletrônico, cotado a US$ 76,54 por barril.