Petróleo sobe ao nível mais alto desde agosto com temor de ataque dos EUA ao Irã
Trump disse que, se não houver acordo nuclear, “coisas ruins” acontecerão aos iranianos
Os contratos futuros de petróleo voltaram a subir hoje, com o mercado precificando um aumento das chances de intervenção militar dos EUA no Irã.
Trump segue pressionando e disse que espera por um acordo com os iranianos nos próximos dez dias, mas, se não for possível, “coisas ruins” acontecerão.
A ideia é forçar o regime a abandonar seu programa nuclear e, para tanto, os americanos estão mobilizando uma ampla força militar no Oriente Médio, pronta para realizar um possível ataque neste fim de semana.
Do outro lado, a Guarda Revolucionária do Irã realizou nesta semana exercícios militares no Estreito de Ormuz, gerando medo de obstrução de um dos pontos cruciais para o comércio global de petróleo.
Do lado dos fundamentos, os estoques da commodity nos EUA caíram em 9,014 milhões de barris na semana passada, para 419,815 milhões, frente a uma estimativa de aumento de 1,1 milhão, segundo analistas consultados pelo WSJ.
O contrato do Brent para abril fechou em alta de 1,86%, a US$ 71,66 por barril na ICE, enquanto o WTI para março avançou 1,90%, a US$ 66,43 por barril na Nymex, atingindo a cotação mais alta desde agosto de 2025.