Petróleo reduz intensidade, mas fecha em forte alta com temor sobre duração da guerra no Irã
Máximas se aproximaram de US$ 120 o barril
Os contratos futuros de petróleo registraram novas altas firmes nesta 2ªF, apesar de reduzirem a intensidade vista no início da sessão, quando as máximas se aproximaram de US$ 120 o barril.
O forte impulso nas cotações veio após a nomeação de Mojtaba Khamenei para suceder seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo do Irã, sinalizando continuidade na linha-dura de comando em Teerã.
A escolha sinaliza aposta dobrada na continuidade da guerra entre EUA e Israel, dizem especialistas.
Trump já se manifestou dizendo que o Irã cometeu “um grande erro” na escolha. Em entrevista à NBC, disse também que ainda é muito cedo para falar sobre a tomada do petróleo iraniano, mas não descartou essa possibilidade.
Pesaram também na sessão de hoje notícias de ataques às infraestruturas de petróleo e gás no Oriente Médio.
Analistas acreditam os ganhos diminuíram durante o pregão, entre outros fatores, por conta de uma realização de lucros frente a um mercado tecnicamente sobrecomprado e da sinalização de eventual uso de reservas estratégicas, para equilibrar os preços.
Hoje, no entanto, uma reunião do G7 terminou sem acordo sobre o assunto.
No fechamento, o contrato do Brent para maio subiu 6,76%, a US$ 98,96 por barril na ICE, enquanto o WTI para abril avançou 4,3%, a US$ 94,77 por barril na Nymex.