Petróleo dispara com acusações de ataques no Oriente Médio e impasse sobre Ormuz
No fim de semana, a Opep+ decidiu por um modesto aumento na produção
Os contratos futuros de petróleo dispararam nesta 2ªF, com o aumento das tensões no Oriente Médio e sinalizações de que os ataques entre EUA e Irã podem voltar.
O nervosismo aumentou sobretudo após notícias de que um navio de guerra americano teria sido atingido por mísseis e obrigado a retornar do Estreito de Ormuz, o que o Comando Central de Washington nega.
Além disso, os Emirados Árabes Unidos afirmam estar sob ataque de mísseis e drones iranianos, apesar do cessar-fogo vigente, e fontes da CNN disseram que o país espera ataques dos EUA e de Israel contra o Irã nas próximas 24 horas.
De um lado, os EUA dizem que o bloqueio às embarcações iranianas permanece em Ormuz, enquanto os iranianos afirmam que os porta-aviões americanos que se aproximam da passagem enfrentarão “mísseis de cruzeiro e drones de combate”.
De pano de fundo, a Opep+ decidiu neste fim de semana por um modesto aumento na produção de petróleo para junho, de 188 mil barris por dia. O volume é considerado simbólico, diante do fluxo interrompido da commodity no Golfo.
No fechamento, o contrato do Brent para julho subiu 5,79%, a US$ 114,44 por barril na ICE, enquanto o WTI para junho avançou 4,39%, a US$ 106,42 por barril na Nymex.