Petróleo desaba com esperança de acordo EUA-Irã, apesar de sinalizações conflitantes

Trump se diz “insatisfeito” com o andamento das negociações com o Irã

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Os contratos futuros de petróleo despencaram nesta 4ªF, com os investidores mantendo o otimismo sobre um eventual acordo de paz entre EUA e Irã, apesar de declarações conflitantes de ambos os lados e ausência de algo concreto.

O mercado reagiu inicialmente à fala do secretário de Estado americano, Marco Rubio, de que o governo daria às negociações com os iranianos “todas as chances de sucesso”.

Mais tarde, durante reunião de gabinete na Casa Branca, Trump afirmou estar “insatisfeito” com o andamento das conversas e que talvez tivesse que voltar atrás e encerrar o diálogo – sem deixar claro se isso significaria uma possível retomada dos ataques militares.

Especificamente sobre o Estreito de Ormuz, o presidente americano disse que nenhuma nação irá controlá-lo, rejeitando as exigências iranianas de administrar a passagem. “O Estreito estará aberto a todos” e os EUA “o vigiarão”, afirmou, citando como condição para um acordo.

No fim da manhã, a mídia iraniana chegou a noticiar que haveria um rascunho de acordo de paz provisório, mas a Casa Branca disse que seria “uma completa invenção”.

E mesmo que o conflito termine imediatamente, seriam necessários pelo menos quatro meses para que o transporte de petróleo retorne a cerca de 80% dos níveis habituais, estima Sultan Ahmed Al Jaber, diretor da Abu Dhabi National Oil Company, em entrevista à CNBC.

No fechamento de hoje, o contrato do Brent para julho despencou 5,31%, a US$ 94,29 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês caiu 5,55%, a US$ 88,68 por barril na Nymex.

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