Petróleo cai com aumento do fluxo em Ormuz, de olho em discussão sobre custos
Irã e Omã iniciam discussões sobre a gestão da passagem
Os contratos futuros de petróleo tiveram mais uma sessão de queda, com os investidores monitorando os desdobramentos das negociações entre EUA e Irã para avançar para um acordo definitivo de paz.
Ainda digerindo o fim das sanções americanas ao produto iraniano, o mercado acompanhou o anúncio de que o Irã e Omã iniciaram discussões sobre serviços e “custos associados” à navegação no Estreito de Ormuz.
Segundo comunicado conjunto, os trabalhos serão conduzidos “de acordo com os padrões internacionais” e os países dizem estar comprometidos em manter a passagem segura e aberta.
Em meio à movimentação, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que nenhum país tem permissão para cobrar pedágios ou taxas em uma via navegável internacional.
Enquanto isso, o tráfego em Ormuz alcançou o maior volume desde o início do conflito, no fim de fevereiro, com 35 navios cruzando a região ontem.
No fechamento, o contrato do Brent para agosto caiu 1,05%, a US$ 77,08 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês recuou 0,88%, a US$ 73,21 por barril na Nymex.