Ouro sobe após dado de inflação nos EUA aliviar pressão sobre horizonte de juros
Mercado vê 80% de chance de alta dos juros americanos em dezembro, frente a 85% antes da divulgação do PCE
Após negociar abaixo de US$ 4.000 ontem, patamar inédito neste ano, o ouro se recuperou e terminou em alta na sessão desta 5ªF.
O metal precioso inverteu a tendência de baixa após o dado de inflação PCE, nos EUA, mostrar alta de 4,1% no acumulado de 12 meses até maio, em linha com as expectativas.
O indicador aliviou algumas preocupações sobre aumentos nos juros americanos pelo Fed no curtíssimo prazo, pressionando para baixo o dólar e os rendimentos dos títulos do Tesouro.
Há pouco, a moeda americana recuava frente a pares (DXY -0,18%).
O mercado vê 80% de chance de uma elevação das taxas em dezembro, frente a 85% antes da divulgação do PCE e 61% antes do comunicado do Fed, na semana passada, segundo dados do CME FedWatch.
“As pressões inflacionárias continuarão sendo o foco principal daqui para frente. Esse é um dos motivos pelos quais vimos o ouro perder força ao longo das últimas sessões”, diz David Meger, diretor de negociação de metais da High Ridge Futures, em entrevista à Reuters.
No fechamento, o contrato do ouro para agosto subiu 0,97%, cotado a US$ 4.047,60 por onça-troy na Comex.