Ouro cai forte com realização de lucros e inflação no radar; sinais da guerra são divergentes
EUA dizem que estar em negociações para fim da guerra, mas o Irã nega
O ouro engatou a quarta sessão consecutiva de perdas nesta 2ªF.
Os investidores, mais uma vez, optaram por realizar lucros diante do cenário de alta de inflação global com a guerra no Irã, o que pode levar bancos centrais ao redor do mundo a adotarem políticas monetárias mais restritivas.
Mesmo diante das falas de Trump de que o Irã concordou em não ter mais armas nucleares e que um acordo para o fim do conflito poderia ocorrer, o metal precioso recuou 3,66% na Comex, para US$ 4.407,30 por onça-troy, a terceira menor cotação de fechamento de 2026 – atrás apenas dos dois primeiros dias de janeiro.
Com as quedas recentes, a valorização acumulado do ouro neste ano caiu para cerca de 1,2%.
O petróleo também desaba no pregão de hoje, na esperança de um entendimento para do conflito no Oriente Médio, mas o posicionamento do Irã até agora contradiz os EUA.
Em postagem no X, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, diz que seu país não está em negociações com os americanos e que notícias falsas estariam sendo usadas para manipular o petróleo.