Ouro cai diante de pressões inflacionárias com volta das tensões no Oriente Médio
EUA disseram que ataques foram de autodefesa; Irã considerou violação do cessar-fogo
Os EUA afirmam ter realizado ataques de autodefesa, visando locais de lançamento de mísseis e embarcações que tentavam instalar minas.
O ouro recuou nesta 3ª feira, com a volta das tensões no Oriente Médio depois que forças norte-americanas e iranianas entraram em confronto perto do Estreito de Ormuz, ontem à noite.
Do outro lado, a Guarda Revolucionária do Irã considera que houve uma violação do cessar-fogo e ameaça retaliar.
Os incidentes ocorreram em meio à expectativa de avanço nas negociações para um acordo preliminar de paz.
Com isso, o petróleo Brent voltou a subir forte, encostando no patamar de US$ 100 o barril e renovando as preocupações inflacionárias.
Tal conjunta reforça o horizonte de manutenção ou até aumento dos juros nas principais economias globais.
Diante disso, e da previsão de um dólar mais forte, o UBS reduziu em US$ 400 sua meta de preço do ouro para o fim deste ano, para US$ 5.500 por onça-troy, segundo a Reuters.
No fechamento de hoje, o contrato do metal precioso para junho caiu 0,46%, para US$ 4.502,30 por onça-troy na Comex.