Juros futuros disparam com alta do petróleo e mercado espera Selic a 14% no fim do ano
Cenário é sustentado pela resiliência da economia e tendência de alta da inflação
Os juros futuros fecharam nas máximas nesta 2ªF, com o mercado consolidando a aposta de que o Banco Central encurtará o ciclo de afrouxamento da Selic, com mais um ou dois cortes da taxa, que deverá encerrar o ano na casa dos 14%.
A nova disparada do petróleo e os últimos dados da economia brasileira, que mostrou atividade resiliente no 1TRI26 e tendência de alta da inflação, estão por trás do forte movimento de ajuste dos DIs para cima hoje, especialmente entre os vencimentos curtos e intermediários.
Na agenda do dia, o boletim Focus trouxe revisão para cima das projeções para IPCA em 2026 (de 5,04% para 5,09%); 2027 (de 4,01% para 4,02%) e 2028 (de 3,65% para 3,66%). A previsão para o PIB deste ano também subiu, de 1,89% para 1,90%.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,205% (de 14,083% no ajuste anterior); Jan/28 a 14,100%, na máxima do dia (13,888%); Jan/29 a 14,060%, na máxima (13,841%); Jan/31 a 14,040%, na máxima do dia (13,884%); e Jan/33 a 14,095% (13,971%).