Juros futuros avançam com piora externa e ruído fiscal sobre combustíveis
Irã sinalizou quer vai endurecer o tom das negociações com os EUA
Os juros futuros fecharam com alta expressiva dos prêmio em toda a curva, reagindo à piora do cenário externo e a preocupações com o risco fiscal doméstico.
Lá fora, sinalizações dadas pelo Irã de que vai endurecer o tom das negociações com os EUA provocaram um forte movimento de aversão ao risco nos mercados internacionais e impulsionaram o petróleo.
Aqui, a notícia divulgada no meio da tarde pela Fazenda, de que anunciaria uma isenção total e imediata de impostos federais sobre a gasolina em entrevista coletiva no fim da tarde, gerou ruído fiscal no mercado. Porém, a informação era completamente diferente da que foi previamente divulgada.
Na verdade, o governo enviará ao Congresso um projeto para aproveitar o excedente de arrecadação decorrente da alta do petróleo para reduzir a carga de impostos sobre os combustíveis, incluindo etanol e diesel, com efeito fiscal neutro, mas sem caráter imediato.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,140% (de 13,982% no ajuste anterior); Jan/28 a 13,710% (13,423%); Jan/29 a 13,575% (13,267%); Jan/31 a 13,625% (13,360%); e Jan/33 a 13,685% (13,461%).