Giro das 15h: Trégua “meia-boca” não estraga festa do mercado; bolsas disparam e petróleo derrete
Irã fechou Estreito de Ormuz após ataques de Israel contra o Líbano
Os mercados seguem em clima de festa na tarde desta 4ª feira, ainda repercutindo as sinalizações dadas ontem à noite por Trump e pelo Irã a favor de um cessar-fogo.
O movimento ocorre apesar das últimas notícias vindas do Oriente Médio mostrarem que, na prática, a trégua ainda não aconteceu plenamente.
O Irã decidiu fechar novamente o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra o Kuwait e outros países da região, em retaliação à violenta ofensiva de Israel contra o Líbano.
Já Trump alegou que o Líbano não faz parte do acordo de cessar-fogo e o Paquistão alertou para os riscos de violações, que podem afetar as negociações de paz, agendadas para 6ª feira.
Em NY, as bolsas sobem forte (Dow Jones +2,68%; S&P500 +2,47%; Nasdaq +2,90%), e são acompanhadas pelo Ibovespa (+2,19%, aos 192.372 pontos).
O índice renovou seu recorde de máxima intradia (193.759,01), superando a marca de 25 de fevereiro (192.623,56).
Petrobras ON (-5,90%) e PN (-5,38%) e outras petroleiras impedem uma alta maior do índice brasileiro, seguindo o tombo do petróleo
A commodity é negociado abaixa dos US$ 100 por barril (Brent/junho -12,79%, a US$ 95,29; WTI/maio -15,33%, a US$ 95,63).
O dólar à vista também mostra alívio expressivo (-1,13%, a R$ 5,0970), em linha com o recuo da moeda norte-americana frente aos pares (DXY -0,89%, aos 98.969 pontos).
O cenário de menor pressão inflacionária leva os juros futuros a queimarem prêmios em toda a curva (Jan/27 a 13,915%; Jan/28 a 13,395%; Jan/33 a 13,525%).