Giro das 15h: Mercado doméstico sofre forte correção, de olho no “Vorcaro Day”; NY segue em baixa com guerra e chance do Fed subir juros
Papéis que subiram muito nos últimos dias, como Petrobras, puxam a correção
O clima no mercado doméstico azedou sensivelmente de ontem para hoje, diante da notícia de que Daniel Vorcaro foi transferido de um presídio de segurança máxima para a sede da Polícia Federal, em Brasília.
Fontes da Bloomberg confirmaram que ele já assinou um acordo de colaboração com as investigações do caso do banco Master.
Nas mesas de operações, a possível delação premiada do ex-banqueiro já é chamada de “Vorcaro Day”, tamanho o impacto que ela pode causar nos Três Poderes da República, em pleno ano eleitoral.
Depois de acumular ganho de quase 1,5% nesta semana, investidores acharam prudente embolsar os lucros do Ibovespa (-2,22%, aos 176.264 pontos), já que o cenário lá fora também não é favorável aos ativos de risco. Papéis que subiram muito nos últimos dias, como Petrobras ON (-3,26%) e PN (-3,61%), puxam a correção.
Em NY, as bolsas têm mais um dia no vermelho (Dow Jones -0,57%; S&P500 -1,03%; Nasdaq -1,51%), diante da continuidade da guerra e da alta do petróleo (Brent/maio +2,10%, a US$ 110,93; WTI/maio +2,83%, a US$ 98,25).
O mercado também ajusta as apostas para o Fed e já vê uma pequena chance de alta dos juros nos EUA em abril (10,3%) ou junho (19,3%), embora a aposta majoritária ainda seja de manutenção das taxas.
O dólar ganha força globalmente (DXY +0,31%, aos 99,543 pontos), e dispara diante do real (+1,69%, a R$ 5,3036), mostrando que o clima doméstico é bem pior que o externo.
Na mesma linha, os juros futuros avançam em toda a curva, especialmente nos vencimentos intermediários (Jan/27 a 14,250%; Jan/29 a 13,950%; Jan/31 a 14,040%).