Giro das 15h: Ativos locais passam por liquidação antes do feriado com tensão externa, Selic alta e tarifaço; NY devolve ganhos
Investidores reavaliam os riscos ligados à guerra no Oriente Médio
As bolsas americanas passam por correção nesta 4ªF (Dow Jones -0,80%; S&P500 -0,50%; Nasdaq -0,82%), após sequência de recordes, enquanto os rendimentos dos Treasuries avançam, com o T-bond de 30 anos testando novamente a casa dos 5%.
Investidores reavaliam os riscos ligados à guerra no Oriente Médio, após ataques do Irã ao Bahrein e Kuwait, além do clima tenso entre Trump e Netanyahu por causa dos ataques israelenses no Líbano, o que sustenta nova alta do petróleo (Brent/agosto +2,19%, a US$ 98,10).
Na agenda do dia, o relatório ADP mostrou criação de 122 mil empregos no setor privado, pouco acima do esperado (117 mil), o que mostra um mercado de trabalho resiliente a abre espaço para o Fed retomar as altas de juros, diante da persistência da inflação e da continuidade da guerra.
Por aqui, os ativos mostram estresse generalizado, com Ibovespa em forte queda (-2,30%, aos 170.195 pontos), enquanto o dólar à vista sobe 1,32%, a R$ 5,0757, e os juros futuros disparam mais de 30 pb nos vencimentos intermediários e longos (DI Jan/27 a 14,280%; Jan/29 a 14,345%; Jan/33 a 14,350%).
Na véspera do feriado, além do clima negativo no exterior, o mercado local se ajusta a um cenário de juros mais altos, com o Copom provavelmente encerrando neste mês o ciclo de cortes da Selic. Ainda repercute a proposta de tarifaço de 25% pelos EUA sobre produtos brasileiros, o que gera ruído eleitoral.
Também está no radar a nova proposta de delação de Daniel Vorcaro.