Giro das 12h: Ibovespa dispara e NY respira com Trump descartando uso da força na Groelândia
Presidente afirmou, porém, que se lembrará se receber um não sobre território dinamarquês
Menos de cinco ações recuavam no Ibovespa perto do meio-dia, com o índice perto da máxima aos 169.609,55 pontos (+2,00%).
NY também ganha força (Dow Jones +0,72%; S&P 500 +0,78% e Nasdaq +0,75%), de olho em Trump em Davos.
Como pano de fundo, os mercados domésticos reagem positivamente a uma pesquisa mostrando competitividade de Flavio Bolsonaro.
Logo na sua entrada, Trump disse que estava ali entre “muitos amigos e alguns inimigos”, mas parece ter mirado os inimigos.
Adotou um tom desinteressado, reafirmou o poderio dos EUA no mundo, jogou na cara sua mediação na Ucrânia e, na mesa, suas mágoas com diversos países europeus.
Do mesmo jeito que reivindicou a indústria petrolífera venezuelana, agora ele reivindica a Groelândia, já que o seu país era o único capaz de defender esse “pedaço de gelo” para proteger o mundo.
NY oscilou durante o discurso, mas só virou para o positivo quando Trump disse que não usaria a força.
“Nunca pedimos nada e nunca recebemos nada, provavelmente não receberemos nada a menos que eu decida usar força excessiva, o que nos tornaria, francamente, imparáveis, mas não farei isso”, disse.
“Eu não preciso usar a força. Eu não quero usar a força. Eu não vou usar a força.” Porém, “Se disserem não, nós nos lembraremos”, prometeu.
O DXY perde 0,17% (98,471) e, aqui, a moeda cede a R$ 5,3288 (-0,96%), com os juros em queda de 12 pontos a partir de Jan/29.