Giro das 12h: Ibovespa derrete com tensão geopolítica e comercial

Lula disse que foi pego de surpresa pela taxação dos EUA

Screen showing data about the financial crisis because of the coronavirus
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O Ibovespa cai 1,67%, a 171.297,04 pontos, em um cenário de chance menor de um acordo de paz entre EUA e Irã no curto prazo.

Tensões comerciais derrubam o índice brasileiro ainda mais do que as bolsas norte-americanas.

Além da tarifa de 25%, os EUA taxaram o Brasil e outros 58 países por falha no combate ao trabalho forçado.

Há pouco Lula, em reunião ministerial de alinhamento, disse que foi pego de surpresa pela taxação.

Ele voltou a criticar duramente a decisão e disse que “não ia, mas agora vai” ao G7, além de falar à imprensa internacional.

Também criticou Marco Rubio e chamou Flavio Bolsonaro de irresponsável, traidor e grosseiro.

Os preços do petróleo sobem em torno de 2% e Petrobras avança apenas levemente (ON +0,15%; PN +0,17%).

Bancos e Vale caem forte: Itaú -1,90%; Bradesco PN -1,75%; Vale -3,19%.

Em NY, as bolsas se afastam de seus níveis recordes recentes já que, além da falta de perspectiva no Oriente Médio, dados mostraram mercado de trabalho resiliente, abrindo espaço para aperto monetário.

Dow Jones cai 0,71%; o S&P 500 recua 0,45% e o Nasdaq tem baixa de 0,56%.

A sessão é de fortalecimento global do dólar e alta nos juros.

O DXY avança a 99,514 (+0,30%) e os juros sobem aqui e nos EUA. A moeda norte-americana sobe a R$ 5,0417 (+0,64%).

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