Abertura: Mercados trabalham com incertezas sobre petróleo
Além da commodity, dólar e juros futuros operam em alta
O mercado no Brasil abriu influenciado pelo cenário internacional, principalmente pelo aumento das tensões no Oriente Médio, que fizeram o preço do petróleo subir com força.
Às 10h, o barril do tipo Brent subia 4,13% para US$ 79,13. Já o WTI, negociado em NY, chegava a US$ 74,18, com alta de 3,75%. Essas cotações refletem a escalada do conflito entre EUA e Irã.
Após os norte-americanos lançarem a quinta onda de bombardeios, o Irã afirmou que não cumprirá sua parte no acordo enquanto os EUA também não o fizerem.
Com isso, a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz permanece no foco de atenção dos investidores.
Nesta segunda-feira, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA serão o “guardião” da passagem marítima.
O dólar iniciou os negócios cotado a R$ 5,1160, com alta de 0,16%. Já o DXY opera com leve queda de 0,02%.
No mercado de juros, a alta do petróleo acende o sinal vermelho para o comportamento da inflação no mundo todo, o que reduz a possibilidades de queda de juros.
O T-note de 10 anos avança a 4,580% e, por aqui, o DI janeiro para 2028 chega a 13,90%, ante 13,855% de sexta-feira.
Nesta semana, com a divulgação do índice de inflação dos EUA (CPI), cresce a expectativa sobre a tendência de alta dos preços da energia, especialmente da gasolina.
Na agenda local, a pesquisa Focus mostrou que o mercado revisou para baixo o IPCA de 2026 – de 5,30% para 5,16%.
Contudo, para 2027, a expectativa de inflação subiu de 4,18% para 4,20.