Abertura: Dólar e juros desmontam posições defensivas com normalização de Ormuz à frente
Acordo entre EUA e Irã, embora provisório, é o maior avanço desde o início da guerra
Dólar e juros cedem após EUA e Irã chegarem a um acordo preliminar de paz, o que derruba o petróleo em torno dos 5%, alivia as preocupações com a inflação e aumenta a disposição ao risco.
O entendimento envolve a suspensão do bloqueio norte-americano ao Irã e reabre o Estreito de Ormuz a partir de 6ª feira, quando o acordo deve ser assinado na Suíça.
Embora seja provisório e deixe as negociações nucleares mais para frente, já é o maior avanço desde que a guerra começou, em fevereiro.
Há pouco, a moeda norte-americana estava em queda de 0,50% contra o real, a R$ 5,0364, e os juros acompanham.
O DXY (- 0,27%, a 99,474 pontos) e os rendimentos dos Treasuries cedem, com mudanças nas expectativas para os juros.
Os da Note de 10 anos, a 4,45%, e o da Note de 2, a 4,04%. A semana é de reuniões de política monetária, incluindo BoJ, BoE, Fed e o BC do Brasil.
As chances de o FOMC não mexer nas taxas são de mais de 98% em junho e o foco estará na primeira coletiva de imprensa de Kevin Warsh.
Aqui, o mercado se divide entre a manutenção da Selic em 14,50% e um corte de 25pb, de olho no comunicado.
O Focus, mais cedo, elevou projeções para o IPCA e para a Selic deste e dos próximos anos.