Guerra segue nos holofotes e desafia dos bancos centrais

Payroll americano surpreendeu negativamente e o Copom tende a ser mais conservador

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A guerra no Irã atingiu o mercado com força nesta semana. Mas não dá para dizer que o ataque foi uma surpresa, já que Donald Trump fez diversos avisos nas semanas anteriores e praticamente telegrafou o início do conflito nas declarações que deu na 6ªF passada.

O que realmente ninguém esperava era um payroll tão negativo, com fechamento de 92 mil vagas em fevereiro.

O cenário está se tornando desafiador para o Fed, que precisa escolher se vai priorizar a recuperação do emprego ou o controle da inflação, que já é resiliente e ameaça voltar a subir, na esteira da disparada do petróleo.

Por aqui, as chances de o Copom começar a aliviar a Selic com um corte de 0,5 ponto no próximo dia 18 praticamente estão enterradas.

Tudo indica que a guerra continuará até lá e o petróleo passará facilmente dos US$ 100 o barril na próxima semana.

Resta saber se o Copom ainda vai manter a palavra e garantir pelo menos uma redução de 0,25 pp nesse cenário que não estava no preço em janeiro, quando o BC prometeu afrouxar a Selic.

O BDM Online entra agora em esquema de plantão para notícias extraordinárias e voltará a ser atualizado normalmente na 2ªF, às 7h. Bom fim de semana!

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