Dólar sobe em dia de queda do petróleo e ruído nas relações entre Brasil e EUA; moeda acumula alta de 1,8% em maio
EUA classificar CV e PCC como organizações terroristas pode afetar negócios
O dólar à vista fechou em alta diante do real, em uma sessão marcada pelos ajustes típicos de fim de mês, como o fechamento da Ptax, e também pela repercussão da decisão dos EUA de classificar CV e PCC como organizações terroristas.
A medida pode ter implicações sobre os negócios entre Brasil e EUA, restringindo a atuação internacional de bancos e empresas.
O mercado também monitorou o noticiário sobre a guerra no Oriente Médio, de olho nas negociações para prorrogar o cessar-fogo entre EUA e Irã e liberar o tráfego no Estreito de Ormuz.
A expectativa de desescalada do conflito fez o petróleo recuar, o que prejudica o desempenho de moedas de países produtores, como é o caso do real.
O dólar à vista fechou em alta de 0,22%, a R$ 5,0429, após oscilar entre R$ 5,0354 e R$ 5,0707. Na semana, a moeda subiu 0,29%. Em maio, a alta foi de 1,82%. Mas, no ano, a divisa cai 8,13%.
Às 17h06, o dólar futuro para julho caía 0,09%, a R$ 5,0740.
Lá fora, o índice DXY perdia 0,13%, aos 98,887 pontos. O euro subia 0,11%, a US$ 1,1664. E a libra ganhava 0,17%, a US$ 1,3465.