Dólar derrete frente aos pares em sessão de apetite global por risco e acumula baixa de 4,3% diante do real em abril
Por aqui, o mercado repercutiu o Copom, que ontem cortou a Selic
O dólar registrou forte queda diante do real nesta 5ªF, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana diante dos pares no exterior.
O câmbio refletiu principalmente a melhora na percepção de risco dos mercados lá fora nesta última sessão de abril, embora não haja nenhuma informação concreta que justifique uma expectativa de fim do conflito no Oriente Médio no curto prazo.
Investidores monitoraram as decisões de política monetária do BoE e do BCE, que optaram por não mexer nos juros e evitaram cravar uma tendência para as próximas reuniões.
“Dada a incerteza, todas as questões devem ser reavaliadas na próxima reunião”, comentou a presidente do BCE, Christine Lagarde. “Não estamos sinalizando que as taxas de juros irão subir”, disse o presidente do BoE, Andrew Bailey.
Por aqui, o mercado repercutiu o Copom, que seguiu o roteiro ao cortar a Selic em 0,25 pp, para 14,5% ao ano, mas também evitou sinalizar os próximos passos, observando que está atento aos desdobramentos da guerra e à alta do petróleo.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,98%, a R$ 4,9527, após oscilar entre R$ 4,9512 e R$ 4,9997.
Na semana, a moeda recuou 0,91%; no mês, a queda foi de 4,36%; e no ano, a divisa perde 9,77%.
A taxa Ptax fechou a R$ 4,9886, queda de 0,20% no dia e baixa de 4,42% em abril.
Às 17h06, o dólar futuro para junho caía 0,81%, a R$ 4,9895.
Lá fora, o índice DXY perdia 0,91%, para 98,060 pontos.
O euro subia 0,46%, a US$ 1,1731. A libra tinha alta de 0,93%, a US$ 1,3603. E o dólar despencava 2,35%, para 156,59 ienes.