Dólar deixa guerra em segundo plano e testa piso dos R$ 5, acumulando queda de 2,88% na semana com fluxo gringo
IPCA de março acima do esperado reforça aposta em queda mais lenta da Selic
O dólar registrou forte queda diante do real nesta 6ªF, apoiado principalmente pelo fluxo de entrada de capital estrangeiro, apesar do clima de cautela no exterior, na véspera do encontro presencial entre representantes de EUA e Irã no Paquistão para negociar um acordo de paz no Oriente Médio.
No cenário doméstico, o IPCA de março (+0,88%) acima do esperado (+0,77%) reforçou a percepção de que o Copom deverá cortar a Selic de forma mais lenta do que o imaginado inicialmente neste ano, o que favorece o “carry trade”.
O dólar à vista fechou em baixa de 1,03%, a R$ 5,0115, após oscilar entre R$ 5,0055 e R$ 5,0640.
Na semana, a moeda recuou 2,88%. Às 17h05, o dólar futuro para maio caía 0,99%, a R$ 5,0320.
Lá fora, o índice DXY tinha baixa de 0,15%, aos 98,674 pontos.
O euro subia 0,23%, a US$ 1,1727. E a libra ganhava 0,25%, a US$ 1,3467.